12 de setembro de 2018

ALEX: UM POETA DA FAMASUL PARA O MUNDO


Formado em Letras pela Famasul (Palmares/PE), Alex Augusto Santos da Silva, natural de Joaquim Gomes/AL, faz sucesso na Itália. Nesse país europeu, ele está divulgando sua obra Mente Virgem, concebida ainda quando universitário da Famasul.


Na orelha da referida obra, em 2016, escrevi quase em tom profético: “Surge um novo poeta. Este acontecimento é como inaugurar estrela, um brilho refulgente começa a fazer estrada na escuridão. É deste modo que Alex Augusto estreia na literatura com seu livro Mente Virgem.” Dito e feito.

O poeta continua brilhando pelo mundo. Recentemente, participou de palestra e rodas de conversas em Piossasco (Turim) e concedeu entrevista a uma rádio em Brescia (Lombardia), na Itália.


Salve, Alex! por acreditar em seu potencial, na verdade, “o futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”











VEJA MAIS SOBRE ALEX:
https://www.youtube.com/watch?v=oZR9uchjmB0



COMO OS POETAS PRODUZEM SEUS TEXTOS


Maria Aparecida Santos da Costa
Letras/Famasul

A literatura é uma forma artística de expor nossas ideias, opiniões e sentimentos, através de palavras. É aquela que faz uso de nossa total imaginação, além de usar termos metafóricos capazes de despertar o interesse do leitor.
Ora, os poetas são os responsáveis por transformar os desejos mais difíceis em sonhos reais, que alimentam sua alma através da essência da poesia e que penetra o nosso íntimo arrancando lágrimas e sorrisos. E como já dizia Aristóteles (A poética Clássica), “A obra do poeta não consiste em contar o que aconteceu, mas sim coisas que podiam acontecer, possíveis no ponto de vista da verossimilhança ou da necessidade.”
Podemos tomar como exemplo o que Admmauro Gommes falou sobre o processo de sua criação em “A Pólvora das Angústias:” “A criação de um poema exige sempre grande esforço por parte de quem escreve para condensar um monte de experiências em um único texto. É processo vigoroso de constantes diálogos internos no/do autor. É preciso lançar mão de todos os requisitos que se dispõe, toda experiência de vida e apuro técnico”.
Dessa forma, é possível observar que o texto literário é um processo gradativo e que para chegar a seu produto final, é necessário que haja um trabalho duro por parte dos poetas, não só com as palavras e a habilidade técnica, mas também com sua experiência de vida, afinal, o poeta é o inventor de seus próprios versos e que faz da sua criatividade e dos elementos metafóricos sua arma mais poderosa, porém, por trás de cada verso existe uma história ofuscada incapaz de ser revelada e que talvez o próprio escritor a desconheça.
Aproveitando ainda as palavras de Admmauro, podemos constatar a explicação de como surgiu o título do poema e seu verso inicial, transcrito de um comentário seu que recebi por email: “A ideia que logo me surgiu foi ‘barril de pólvora’ e o verso inicial ocorreu mediatamente: “O fogo das angústias congela desejos.” Gostei do paradoxo “fogo/congela” mas a imagem da pólvora, implícita no fogo, me guiou até o fim. Podemos dizer que esse foi o estopim do processo criativo”. Percebe-se que o autor afirma que o verso inicial do seu texto foi primordial para a invenção dos outros, e o conduziu até o final.
Portanto, é notório que para a produção de uma obra literária não seja necessário de alguém que possua um dom ou de uma força sobrenatural que age sobre os poetas, até porque o grau de perfeição de um texto está na sequência de treinamentos e de esforço pessoal de cada um.  É um trabalho que possui um processo contínuo do escritor em que ele precisa conhecer o que se escreve e onde quer chegar.
Ainda no livro “A poética Clássica”, podemos encontrar “A arte poética de Horácio: o trabalho e a disciplina como fatores criativos”, onde o autor destaca nitidamente isso, afirmando que: “o poeta só atingirá a perfeição se tiver pleno domínio do material criativo, o que não será possível senão através da razão, do trabalho e da disciplina, instâncias diferentes de uma mesma atividade de busca de perfeição artística.”
Dessa forma, o poeta além de criar as mais belas poesias, ainda são os responsáveis pela construção verbal, pois a composição de uma obra literária e o trabalho do escritor não se resumem apenas no momento da criação e sim do domínio da técnica e de sua criatividade que cresce através do trabalho desenvolvido e das experiências que foram adquiridas no meio do caminho. Além disso, um bom texto literário não é aquele que atende aos preceitos tradicionais e que está dentro das normas técnicas, afinal, com a poesia absoluta os textos literários estão indo muito além da métrica, do ritmo e da rima como podemos observar em “Deztinos,” uma antologia que está sendo preparada com poetas a partir da Famasul. Nela, há uma seleção de poemas absolutos, e é notório que ao produzir os textos, os escritores foram provocados por algo que o instigou a fazê-los, e que esse trabalho só teve êxito com o esforço e a dedicação até chegar ao produto final, o que foi necessário passar por um processo de escrita ou talvez de uma reescrita, pois só assim, é possível chegar ao resultado em que o poeta esperava, ou talvez, indo além do que imaginou.
É possível dizer que os poetas, para produzirem seus textos, recebem estímulos diferentes e são provocados por objetos, e movidos por uma força chamada de poesia, que os instiga a escreverem.
O segredo não está no poeta e sim no que ele carrega dentro de si, no seu esforço e na sua dedicação diária. Para quem lê o texto literário não sabe o que se passou na cabeça do autor no momento de sua criação, talvez o título não tenha sido aquele de imediato e o primeiro verso nem se aproxime do que esteja no papel. E mal sabe o leitor o trabalho que houve para fazê-lo, mas para um verdadeiro poeta, a beleza da sua obra não está em quantas folhas precisou arrancar para produzir um texto, ou em quantas noites acordado necessitou para que sua arte ficasse pronta.
A verdadeira beleza está no leitor, ao terminar de ler, afinal, a perfeição de um texto literário está nos olhos de quem o vê e pode ter certeza que não há nada mais gratificante do que isso, para um poeta.



9 de setembro de 2018

A POESIA ABSOLUTA VAI MAIS ALÉM

Yasmim Taynara Cruz dos Santos
(IV período de Letras/FAMASUL. 2017.2)

Sempre comentavam sobre Vital na faculdade e fiquei curiosa para conhecer o trabalho desse homem de quem tanto se falavam. Quando soube do que se tratava, fiquei sem entender o porquê de uma pessoa criar um poema para ninguém compreender. Enfim, chegou o dia em que acontece a palestra de VCA e entro na sala justamente para ver o que o próprio criador dessa arte que causa tanta estranheza em seus leitores iria falar sobre ela.
Em poucos minutos de sua palestra, fiquei fascinada com cada palavra que ele falava. Com uma visão de mundo tão diferente e de vasto conhecimento. Era como se tivesse passando um filme em minha cabeça. Surgiram muitas dúvidas, mas a maioria delas não conseguir expor, pois me senti intimidada no meio de tantos intelectuais. Quando ele começou a falar sobre a poesia absoluta e sua relação com o cérebro humano, consegui entender que não se tratava de um simples poema, com palavras aleatórias, mas de um mecanismo vital para expandir a capacidade do nosso cérebro pois, como ele falou, “nós somos tão acostumados a ler coisas de fácil compreensão que acabamos não estimulando nosso cérebro a pensar, deixando-o acomodado e estacionado”.
A poesia absoluta tende a essa provocação. Vai muito mais além do que um raciocínio lógico. Posso dizer que está mais para um enigma ilógico. E, diante dessas informações, foi como se um botão fosse acionado no meu cérebro, me permitindo perceber a capacidade que eu tinha, aliás, que nós seres humanos temos de fazer coisas extraordinárias.
Naquele momento, me senti diferente, com vontade de aprender mais. Mas, não da maneira fácil e sim da maneira mais difícil possível. Eu almejava desafiar o meu cérebro do modo mais complexo e descobrir do que ele é capaz. Bateu-me uma euforia. Minhas mãos suavam, meu coração acelerava. Em outras palestras, eu olhava umas vinte vezes a hora, no celular. Nessa, não.
Da faculdade para minha casa é uma hora de viagem. Para mim, foi como se tivessem passados uns quinze minutos, pois minha cabeça estava processando tanta informação que meu juízo começou a doer (não era dor de cabeça) eu tentava relaxar, me acalmar, vi a hora ter um ataque cardíaco ou um AVC.
Pode até parecer exagero, mas foi o que realmente eu estava sentindo naquele momento. O que eu posso dizer é que a poesia absoluta não é para qualquer leitor, mas para leitores especiais com o nível avançado do intelecto, não para compreendê-la, porém para dar a si mesmo uma razão para ir mais além.
VCA





8 de setembro de 2018

VÍDEOS DE LITERATURA

Assista aos vídeos

A HIPERMETAFORIZAÇÃO DO LITERÁRIO em



NERVOS DE AÇO - POEMA DE LUPICÍNIO RODRIGUES 
comentado por ADMMAURO GOMMES



TERNURA de VINÍCIUS DE MORAES



ADMMAURO GOMMES RECITA
DOIS POEMAS DE MURILO MENDES



DOIS MORCEGOS
POEMAS DE AUGUSTO DOS ANJOS E DE ADMMAURO GOMMES




19 de julho de 2018

ELIZANGELA TORRES E A POESIA DE ADMMAURO GOMMES EM PORTUGAL


Lisboa. A professora Elizangela Torres (Lagoa dos Gatos/PE) esteve em Lisboa, na manhã de hoje (19/7/2018) e doou à Biblioteca Natália Correia, que fica no Bairro Padre Cruz, na Freguesia de Carnide, dois livros do poeta pernambucano Admmauro Gommes: “Fernando Pessoa e o mar” (Bagaço/2015) e “O futuro da Poesia” (Inovação/2017). 

Entrega dos livros à bibliotecária










Na obra Fernando Pessoa e o mar (pág. 68), o poeta pernambucano aproveita um verso do grande bardo português e dialoga: 

Ah se” todo cais é uma saudade de pedra” 
como fica meu coração 
nos restos de rocha que o sal golpeia? 

Muito satisfeito com a emissária Elizangela, diz Admmauro Gommes, ao ver as fotos, da biblioteca: “Até que enfim, cheguei em Portugal.”

Leia mais alguns poemas desse livro




18 de julho de 2018

ATLETA

Já fui atleta.
Venci muito torneio e campeonato.
Desse tempo, o pouco que me resta
é apenas esse imóvel retrato.
(Admmauro Gommes)


11 de julho de 2018

VESTIBULAR FAMASUL-FACIP 2018.2


Estão abertas as inscrições do Vestibular 
Famasul-Facip 
até o dia 3 de agosto de 2018.

Depoimento:
“A maioria dos bons profissionais que militam na educação da Mata Sul Pernambucana e Norte das Alagoas teve sua formação da Famasul. Assim, quem se matricula nessa faculdade escolhe uma boa carreira profissional. A novidade é que, além do curso superior de Administração, a Facip oferece o CURSO DE TECNÓLOGO EM GESTÃO DE RH. Isso representa novas oportunidades de estudo e, consequentemente, mais emprego qualificado.” - Professor Admmauro Gommes


27 de maio de 2018

PALMARES NA CHUVA

             
       Admmauro Gommes

Entre prazeres e azares 
a sorte esconde as luvas. 
Em dias de fortes chuvas 
o medo assusta Palmares. 

Eu olhava a rua que dobra
as águas vinham subindo.
Que filme triste assistindo 
as águas como uma cobra.

Depois que passa a chama 
do pânico que incendeia
se vê a cena mais feia 
o mundo cheio de lama.

Limpando a dor que finda
logo aparece a bonança 
com raios de esperança  
surge Palmares mais linda.


15 de maio de 2018

A BIBLIOTECA DE VITAL CORRÊA


O poeta Vital Corrêa de Araújo está construindo uma biblioteca na Agrovila Liberal, em Água Preta. O projeto audacioso tem a assinatura de José Rodrigues. Um detalhe: a biblioteca ficará “dentro do mato” numa região que apresenta vegetação remanescente da Mata Atlântica (Mata Sul de Pernambuco). Vale conferir. Ainda este ano, será inaugurada, contendo milhares de livros da coleção particular do escritor.

Veja a reportagem:

José Rodrigues, Admmauro Gommes e Vital Corrêa



12 de maio de 2018

DOIS AMIGOS COMPLETAM IDADE NOVA

    Por Admmauro Gommes
               Para Kennedy, com muita Graça

Tudo que é extraordinário
Se firma enquanto o tempo passa
Parabéns a Kennedy e a Graça
Por mais um de seu aniversário.
É momento já extraordinário
Que não falte o pão de cada dia
Haja paz, esperança, calmaria...
Nossa amizade há muito se aprova
Dois amigos completam idade nova
Isso é motivo de alegria.




O AMOR DE DEUS AQUI NA TERRA

por Admmauro Gommes

Celina Gomes
Todo mundo fala de um amor 
E que ama pra sempre, de verdade 
Mas basta qualquer contrariedade 
Que o ódio aparece com furor. 
Só um ser ultrapassa tanta dor 
Pra salvar o seu filho de uma guerra 
Seu instinto é certeiro e não erra 
Pois conhece o filho que alimenta 
Uma mãe é um ser que representa 
O amor de Deus aqui na terra. 

Ela entende do filho o querer 
Antes que diga uma só palavra 
A vontade não dita ela grava 
E não precisa nada mais dizer 
Mesmo que ele venha esquecer 
Do carinho materno que encerra 
Quem não ouve a mãe logo se ferra 
Seu conselho é puro e sustenta 
Uma mãe é um ser que representa 
O amor de Deus aqui na terra. 






5 de maio de 2018

COM A TECNOLOGIA É ASSIM

Hugo Allan

por Admmauro Gommes


Com a tecnologia é assim: se você não se cuidar, em pouco tempo, pode ficar desalfabetizado. Ouvir uma música, por exemplo, atualmente, exige um conhecimento tão sofisticado e instantâneo que quase não se sente o prazer, o sabor, na apreciação musical. 

O meu neto, de cinco anos de idade, encontra com facilidade, no celular, o ícone que tem um microfone, aperta e diz: música. Aí um monte de músicas do mundo inteiro aparece na tela. Ele escolhe e passa a ouvir trezentas composições no mesmo instante. 
No meu tempo, era uma aventura. Para escutar uma canção de Maria Bethânia, se procurava em uma coleção de discos, dezenas, centenas, arrumados na estante. Buscava-se uma especial, com muito zelo, como quem está folheando preciosidades. Quando encontrava o disco, pegava na mão, tirava-o da capa, ainda protegido por um fino plástico, para evitar arranhões. Com uma flanela, limpava-se a face do long-play, do LP.
Abrindo a tampa do passadisco, com o dedo indicador, puxava-se para direita o braço da radiola. Neste, havia uma agulha que apontava para o início de cada faixa de música. Com muito cuidado, se colocava o disco no centro do aparelho de som e lá havia um pino. Era preciso aprumar o buraco do disco e acertar exatamente naquele pino. Ligado o som, a parte que ficava por baixo do disco começava a girar. Nesse momento, era necessário ajustar a qualidade e o volume. A tampa da radiola era fechada, seguindo verdadeiro ritual para ouvir uma música. 
Com a sutileza de um monge, corríamos para o sofá, onde ficávamos atentos a cada palavra cantada. Enquanto o disco rodava, íamos girando e revirando a capa para completar o deleite. Ali, tínhamos conhecimento dos compositores, quando foi lançado o disco e até mesmo o nome da gravadora. 
Eu conhecia todas as músicas de Roberto Carlos. Uma por uma. Quem fez e quem não fez. Ligava a canção à fotografia da capa do álbum, circunstâncias de quando foi gravado, enquadrava o cantor no período histórico da MPB, e tecia comentários sobre shows, recordes de vendas e prêmios recebidos. Ufa!
Eu sabia muito. Eu sabia tudo. Hoje, eu não sei mais nada. Tenho que aprender tudo de novo, com meu neto.