Este texto foi publicado no jornal Diário de Pernambuco
de 8/5/2015
O NOVO SEMPRE VEM
Admmauro
Gommes
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| A. Gommes |
Sobre minhas tantas indagações acerca do que me
cerca, talvez o que mais me incomode seja o advento do novo. Este trem
carregado de ogivas que, por prudência, dele preciso me afastar, mas por
necessidade, necessito agarrar-me ao seu para-choque que abre fronteiras e
descortina encantados mundos. Permaneço vigilante para ver se o reconheço, se percebo
as suas aparições antes que seus trovões me acordem no meio da noite. Sempre na
vanguarda do tempo, ele tem a casca imanente do inusitado, do que chega pela
primeira vez sem avisar, do que não se espera.








