3 de março de 2015

INSPIRAÇÃO

INSPIRAÇÃO OU DOMÍNIO DA TÉCNICA?

SARAMAGO: EU NÃO SEI O QUE É A INSPIRAÇÃO
Eu não sei o que é a inspiração. (...) imaginemos que eu estou a pensar determinado tema e vou andando, no desenvolvimento do raciocínio sobre esse tema, até chegar a uma certa conclusão. Isto pode ser descrito, posso descrever os diversos passos desse trajeto, mas também pode acontecer que a razão, em certos momentos, avance por saltos; ela pode, sem deixar de ser razão, 
avançar tão rapidamente que eu não me aperceba disso, ou só me aperceba quando ela tiver chegado ao ponto a que, em circunstâncias diferentes, só chegaria depois de ter passado por todas essas fases. 
SARAMAGO, José. In:Diálogos com José Saramago. 
Disponível em: http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200905051500.

___________________________________________

Texto transcrito de um e-mail:


Admmauro Gommes
Caro Poeta Admmauro Gommes, começamos este poema via internet, mas não o findamos. Vamos fazê-lo juntos? Abraços. Riccardo Guerra.

Poema quase pronto [Admmauro e Riccardo] Via INTERNET.
.......................................................................................


Um dia, recebi umas fotos enviadas por Riccardo Guerra (RC) de sua terra natal, Jaqueira. Querendo homenageá-lo pelo grande amigo que sempre foi e é, compus os versos seguintes. Depois ele me respondeu. A minha estrofe não tem nada de inspiração. Apenas olhei as fotos e como quem descreve apenas o que vê, arrumei as rimas. A parte dele (RG) deve ser fruto da inspiração. Eu pelo menos não vejo diferença na qualidade dos textos e nem preciso “dela”.


AG - Só na feira de Jaqueira
há um mundo cheio de graça:
carne de sol, macaxeira
e manteiga de garrafa. 
Lá a vida é verdadeira
e a tradição não passa
tem fruta de todo fruto
e um caminhão de matuto
brindando a velha cachaça.

RG - Só na feira de jaqueira
Tem violeiros em desafio
Que emociona e dá arrepio
Em ouvi-los improvisar
Tem vivente de todo tipo
Que acabou de chegar.
A maior parte vem a pé
Ou num burrico qualquer
o importante é feirar. 

Riccardo Guerra
Embora Riccardo Guerra diga: “Preciso da minha "amiga inspiração para escrever”, eu afirmo que só necessito da vontade e do conhecimento/técnica para fazer um poema. Aliás, bem disse Saramago: “Eu não sei o que é a inspiração.”
“Essa tal da inspiração, mesmo sem existir, me causa mais confusão.” - Admmauro Gommes (AG).
________________________________________

SOBRE A INSPIRAÇÃO, ESTÃO DIZENDO QUE...


1. “...pois é quando estamos com a alma calma, em sossego e "Desconfiar da inspiração" porque é a motivação e até a intuição com domínio da técnica que nos faz produzir um poema.” Josiette Silva. 3º período/Letras, 30 de abril de 2012.


2. “...  para se fazer um bom poema e, este se transformar em poesia, o poeta tem que ter INSPIRAÇÃO, com todas a letras e os sentidos em maiúsculas. – Ricardo Guerra - Jaqueira Histórica, 1 de maio de 2012.


3. “Inspiração é o motivo pelo qual muitos acreditam escrever, mas na realidade quem escreve bem tem o domínio da técnica.” – Carla Cristina. 3º Período de letras, 1 de maio de 2012.


4. “Sem a Técnica é impossível dizer coisa com coisa. A Inspiração praticamente não existe, é abstrata, apenas faz parte da Técnica.” Felipe Silva. 1° período de Letras, 1 de maio de 2012.


5. “Quando consideramos técnica dentro da Arte, não é necessariamente um aprendizado colhido na escola, no meio acadêmico, mas uma teoria vivenciada na prática. E teoria todo artista possui, naturalmente, ao lado da técnica que se desenvolveu com o tempo.” - Admmauro Gommes


6. “O poeta é inspiração, a técnica vem a embelezar toda a estrutura, mas de nada seria texto poético sem a inspiração do poeta.” Diego Gomes. 5° Período/Letras - FAMASUL. 7 de maio de 2012


7. “Para começo de conversa, acho a palavra “técnica” um termo muito “concreto” para algo tão subjetivo que é a poesia. A toda imagem poética, a todo poema confere um passado. Isto é, a experiência que a poesia traz consigo independe de técnica.” Karoline Serpa. 8 de maio de 2012



8. “A primeira resposta dada à pergunta “Como você imagina que o poeta faça sua poesia?’’ que havia sido ‘’Tem inspiração’’. Ficou claro, portanto, que, para se fazer poesia, é preciso saber trabalhar com a linguagem, saber explorá-la em todos os níveis: o fonético, o morfológico, o sintático e o semântico.”  - Dieli Vesaro Palma (PUC-SP) e Heloísa Cerri Ramos (Experimental da Lapa/SP).





E você, o que diz?



Participe também deste debate

INSPIRAÇÃO: UM FRASH NA CABEÇA DOS SÁBIOS

A inspiração faz muito mais parte da técnica, mas a técnica não tem nada a ver com a inspiração pois a técnica é o ato de saber se expressar diante da inspiração. a Inspiração é apenas um frash rápido na cabeça dos Sábios. Felipe/1° período de Letras

INSPIRAÇÃO VEM ÂMAGO DE CADA SER

Sempre achei que inspiração é algo intrínseco, do âmago de cada ser pensante, ela vem dos nossos mais profundos sentimentos. Prof. Riccardo Guerra- Jaqueira

PODE-SE TIRAR POESIA ATÉ DO ESGOTO

“O que constrói a radiância de um verso nem é a presença do sol, nem é a presença de uma alma alegre, a radiância de um verso vem das radiâncias letrais. Pode-se dar alegria ao esgoto.” - BARROS, Manoel de. In: Suplemento. l997, nº 21, Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.

INSPIRAÇÃO OU AQUECIMENTO?

“Devemos escrever mais friamente. Desconfiar dessa espécie de aquecimento, que chamam inspiração, e no qual geralmente se produz mais emoção nervosa que força muscular.” - FLAUBERT, Gustave (Apud. NIETO, Ramón. O Ofício de escrever. São Paulo, Angra, 2001).

INSPIRAÇÃO E TRANSPIRAÇÃO

“Talento é 1% inspiração e 99% transpiração.”EDISON ,Thomas. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MTQ4NA/ Acesso: 31.4.12



Deixe seu comentário
aqui
.

80 comentários:

  1. Felipe 1° período de Letras30 de abril de 2012 04:25

    A Inspiração é a apenas a Ideia e faz parte apenas da poesia para transformar a ideia em algo concreto apenas a tecnica é Manifestada.
    Inspiração é apenas a vontade de tornar algo real e a tecnica é oque torna essa vontade real.

    ResponderExcluir
  2. Felipe 1° período de Letras30 de abril de 2012 04:35

    A inpiração faz muito mais parte da tecnica mas a tecnica não tem nada a ver com a inspiração pois a tecnica é o ato de saber se expressar diante da Inspiração a Inspiração é apenas um frash rápido na cabeça dos Sábios.

    ResponderExcluir
  3. Sempre achei que inspiração é algo intrínseco, do âmago de cada ser pensante, ela vem dos nossos mais profundos sentimentos. Creio que cada poeta tem a sua “técnica” em poetar. Uns podem até utilizar a “estatística” de Thomas Edison – o inventor da lâmpada – de 1º% de inspiração e 99º% de transpiração. Aliás, Thomas Edison registrou 2.332 patentes, em toda sua brilhante existência como inventor, mas nenhuma delas em forma de poema.
    Poetas, em sua grande maioria utilizam sim, a sua inspiração. Sem ela, que eu classifico como “o olhar inocente de uma criança”, não existe o poeta, apenas um versejador. Pessoa poetou AUTOPSICOGRAFIA: o poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.
    Eis a dúvida: Será que Pessoa não estava fingindo nesse poema?
    Creio que os bons poetas, sem exceção, e, a história nos diz isto, são os que sofreram e sofrem, desse sofrimento nasce as sementes chamadas de poemas que vão gerar belas poesias. Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  4. Josiette Silva 3º período30 de abril de 2012 22:40

    Esse trecho" Devemos escrever mais friamente" se descreve bem como se elabora um poema, pois é quando estamos com a alma calma, em sossego e "Desconfiar da inspiração" porque a motivação e até a intuição com domínio da técnica que nos faz produzir um poema.

    ResponderExcluir
  5. Resumindo: No meu humilde entender, para se fazer um bom poema e, este se transformar em poesia, o poeta tem que ter INSPIRAÇÃO, com todas a letras e os sentidos em maiúsculas.
    Caso contrário ele fica no meio do caminho, sem dizer coisa com coisa. Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  6. Felipe 1° período de Letras1 de maio de 2012 12:20

    e exatamente o Contrário, Sem a Tecnica é impossivel dizer coisa com coisa, a Inspiração praticamente não existe é abstrata apenas faz parte da Tecnica quem não tem tecnica não vê a inspiração e quando entende oque é inspiração sempre a deixa passar poderia dizer que inspiração é poesia e Tecnica é poema um não vive sem o outro mas sendo a tecnica 90% da importância pois tudo gira em torno dela a Capacidade de receber e capturar a arte pode ser chamada de inspiração mas no meu entendimento é pura tecnica.

    ResponderExcluir
  7. Felipe 1° período de Letras1 de maio de 2012 13:32

    ``ELE APRENDEU A SUA TÉCNICA´´
    "técnica em espiar o cotidiano"

    vc falou tudo agora...

    ResponderExcluir
  8. Felipe 1° período de Letras1 de maio de 2012 13:51

    Não importa se a pessoa é pobre ou não sabe falar,se ela souber se expressar no seu linguajar a sua Técnica se faz arte, inspiração é um momento raro e mágico, o oque diferencia um Poeta de um Amador é saber oque é verdadeira Inspiração e o que é a Simples vontade de criar algo.

    A Inspiração A Tecnica de ver arte onde os outros não vêem ver a arte até onde não existe nada, se praticar a Técnica e quando falo técnica me refiro ao conhecimento ganho praticando o ato de escrever e compor e por as ideias em concreto você chega em um nivel onde você mesmo pode gerar Inspiração ou seja a Inspiração é algo que se torna técnica quando vc domina a capacidade de enchergar a arte e gerar arte passandoa de ideia a Realidade ai sim vc sera mais do que um Poeta, Um Deus das Palavras dominando uma Técnica chamada Inspiração.

    ResponderExcluir
  9. Inspiração é a motivação ao pensamento criador.
    Conhecendo ou não as técnicas, a pessoa sente-se motivada a produzir algo, seja esplêndido ou imundo, pouco importa.
    É como se essa motivção o impulsionasse a criar.
    Segundo a Bíblia: " Toda escritura é inspirada por Deus e proveitosa"(...) -2Timóteo 3:16-17.
    Será que os apóstolos de Cristo conheciam o dominío da técnica?
    Claudia 5º de Letras

    ResponderExcluir
  10. Carla Cristina.3º Período de letras. Inspiração é o motivo pelo qual muitos acreditam escrever mas na realidade quem escreve bem tem o domínio da técnica.E o que realmente é ter o domínio da técnica? é passar anos estudando? talvez mas não necessáriamente, como bem citado pelo professor Ricardo Guerra: o poeta Patativa do Assaré, praticamente nunca soube o que é técnica acadêmica, mas é um exímio poeta. Como isso pode ocorrer? A técnica é algo construido, independente do lugar,e ele construiu a dele, seu primeiro rascunho acredito eu que não tenha ficado bom, mas ele praticou construiu um aprendizado, DOMINOU A TÉCNICA.Carla Cristina.

    ResponderExcluir
  11. Felipe 1° período de Letras1 de maio de 2012 21:11

    Deus apenas usou os discípulos para expor sua Palavra, era a palavra de Deus e não a dos discípulos Por isso a Necessidade da "inspiração divina" que não é a mesma que a dos Homens.

    Estamos falando Sobre Inspiração e Técnica da Literatura.

    Defendo a teoria que Inspiração existe mas pode ser dominada como técnica
    e também que de nada Vale a Inspiração sem técnica a Técnica é algo muito maior do que a Inspiração.

    Quando falo Técnica não falo sobre regras acadêmicas me refiro então ao modo de colocar a Inspiração por concreto.

    ResponderExcluir
  12. ENTUSIASMO NÃO É INSPIRAÇÃO

    Caramba! Ufa! Este debate está esquentando. Vou colocar mais lenha na fogueira. Quando consideramos técnica dentro da Arte, não é necessariamente um aprendizado colhido na escola, no meio acadêmico, mas uma teoria vivenciada na prática. E teoria todo artista possui, naturalmente, ao lado da técnica que se desenvolveu com o tempo. Seria impossível, mesmo para um Patativa do Assaré, que não tinha um diploma universitário, criar um poema sem saber o que é esquema de rima, estrofe, figura de linguagem... Ele poderia não saber denominar esses elementos como a Teoria da Literatura faz, mas entendia como usar e onde colocar dentro do poema. Esse saber é técnica pura, nada de inspiração. Para Antonio Houaiss, técnica “É um conjunto de procedimentos ligados a uma arte ou ciência”. Assim, tais procedimentos são adquiridos com a experiência e não vindos do além, algo que os românticos chamavam de inspiração e que, para o dicionarista citado, é uma “criatividade ou entusiasmo criador.” Destarte, entusiasmo não é inspiração, mas motivação.

    ResponderExcluir
  13. Felipe 1° período de Letras2 de maio de 2012 01:10

    concordo Plenamente com o Professor Admmauro...

    ResponderExcluir
  14. Mas por sua vez a inspiração conduz ao entusiasmo que se coaduna com a motivação, sem isso o poeta - pelo menos eu - não sei poetar. Preciso da minha "amiga inspiração" ou como a queiram chamar. Tudo são sentimentos, portanto, algo abstrato, que não se pega, não é mensurável, não tem cheiro e nem sabor, mas que todos sabem que existe. Esse magnífico ser mítico intitulado INSPIRAÇÃO me faz bem quando me vem visitar e eu aproveito da sua agradável companhia o máximo possível. Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  15. Eis que recebo e.mail do amigo e Poeta Maior Admmauro Gommes indagando-me sobre: O QUE É INSPIRAÇÃO PARA VOCÊ?
    Caro amigo, O filólogo e dicionarista Antônio Houassis, assim define INSPIRAÇÃO = substantivo masculino, 1.0 ato ou efeito de inspirar(se). 1.1 entrada de ar nos pulmões. 2. Conselho, sugestão, influência. Exemplo: Fazer algo por (ou sob) inspiração de alguém. 3. Derivação: sentido figurado. Criatividade entusiasmo criador. Exemplo: Inspiração poética. Está sem inspiração. 4. Derivação: por extensão de sentido. Pessoa ou coisa que inspira, estimula a capacidade criativa. Exemplo: O mar foi inspiração para muitos dos seus quadros. Ela é companheira e inspiração do escritor. 5. Ideia súbita e espontânea, geralmente brilhante e/ou oportuna; iluminação; lampejo. 6. Para os Cristãos, sopro divino que teria guiado os autores da Bíblia. Pois muito bem, estas são definições “técnicas” do substantivo masculino INSPIRAÇÃO.
    Por outro lado, o lado mítico, ou místico, o que eu aprecio, vale salientar, INSPIRAÇÃO é uma deusa ou um demônio ao mesmo tempo, depende do ponto de vista de cada um, liso(a) como quiabo molhado, aparece quando quer e onde quer, não adianta você o(a) chamar, não respeita os lugares mais sagrados e nem os profanos também, por exemplo: o grande virtuoso violinista Antônio Vivaldi, um dos maiores compositores para violinos da centúria XVII, estava celebrando a santa missa em Veneza – era padre – e na hora da consagração eis que de repente lhe chega a tal da INSPIRAÇÃO, ele abandona o altar e vai até a sacristia terminar uma partitura musical que havia começado dias antes. Terminada a sua obra volta e celebra o restante da missa para estupefação e surpresa dos fiéis presentes. A obra por ele terminada nada mais é do que As Quatro Estações, um dos maiores clássicos eruditos de todos os tempos. Eis o que é para mim INSPIRAÇÃO.

    ResponderExcluir
  16. Texto transcrito de um email:

    Caro Poeta Admmauro Gommes, começamos este poema via internet, mas não o findamos. Vamos fazê-lo juntos? Abraços. Riccardo Guerra.

    Poema quase pronto [Admmauro e Riccardo] Via INTERNET.
    .......................................................................................

    Um dia, recebi umas fotos enviadas por Riccardo Guerra (RC) de sua terra natal, Jaqueira. Querendo homenageá-lo pelo grande amigo que sempre foi e é, compus os versos seguintes. Depois ele me respondeu. A minha estrofe não tem nada de inspiração. Apenas olhei as fotos e como quem descreve apenas o que vê, arrumei as rimas. A parte dele (RG) deve ser fruto da inspiração. Eu pelo menos não vejo diferença na qualidade dos textos e nem preciso “dela”.

    AG - Só na feira de Jaqueira
    há um mundo cheio de graça:
    carne de sol, macaxeira
    e manteiga de garrafa.
    Lá a vida é verdadeira
    parece o tempo não passa
    tem fruta de todo fruto
    e um caminhão de matuto
    brindando a velha cachaça.

    RG - Só na feira de jaqueira
    Tem violeiros em desafio
    Que emociona e dá arrepio
    Em ouvi-los improvisar
    Tem vivente de todo tipo
    Que acabou de chegar.
    A maioria vem mesmo a pé
    Ou num burrico qualquer
    o importante é vir feirar.

    Embora Riccardo Guerra diga: “Preciso da minha "amiga inspiração para escrever”, eu afirmo que só necessito da vontade e do conhecimento/técnica para fazer um poema. Aliás, bem disse Saramago: “Eu não sei o que é a inspiração.”

    “Essa tal da inspiração, mesmo sem existir, me causa mais confusão.” (KKKKKK) – Admmauro Gommes (AG).

    ResponderExcluir
  17. Osani, 5º Período de Letras/2012‏3 de maio de 2012 15:43

    O QUE EXISTE É UM PROCESSO MENTAL DE MEIOS E TÉCNICAS

    Inspiração não existe. O que existe é todo um processo mental de meios e técnicas que queima os nossos neurônios e nos impulsiona a transcrever a mais bela poesia com cheiro de perfume, com um gostinho de quero mais, mergulhando-nos em um mundo de idealizações, a fim de cometer as mais profundas loucuras quando somos sufocados por tudo que nos é contrário.

    ResponderExcluir
  18. Se INSPIRAÇÃO não existe, como muitos afirmam, então como se entende esta citação de Fernando Pessoa: "A inspiração poética é um delírio equilibrado (mas sempre «um delírio»)." Fonte: Citações e Pensamento de Fernando Pessoa. Em Portugal: Pode encomendar este livro através das livrarias online MediaBooks ou WOOK, ou diretamente nas maiores livrarias portuguesas, tais como a Fnac, Bulhosa ou Bertrand, e também nas suas respectivas lojas virtuais na Internet. No Brasil: Através do site da Leya Brasil, pode encontrar os links diretos das livrarias no Brasil (Cultura, Fnac, Ponto Frio, Saraiva, Submarino, Travessa, Wal-Mart) onde pode comprar este livro. Boa Leitura a todos e também felizes inspirações. Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  19. Para aqueles que acham que INSPIRAÇÃO NÃO EXISTE, vejam a entrevista de Carlos Drummond de Andrade, no site:http://www.geracaobooks.com.br/literatura/texto2.php
    O repórter pergunta-lhe:

    O senhor consegue explicar essa emoção que o leva a escrever intuitivamente?
    Drummond Responde: Eu sou inteiramente partidário da ideia da inspiração. Seja banal, antiquado, mas sem inspiração não se faz nem se escreve nada. A pessoa adquire a técnica de se comunicar e tem facilidade, como eu tenho, de escrever coisas. Mas aquela coisa profunda que vem das entranhas da gente, isto é inspiração.

    Será que Drummond estava errado?
    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  20. Antônio Gonçalves da Silva, o Grande Patativa do Assaré, escreveu o seu primeiro livro em 1956 (no ano em que nasci, na minha bucólica e aprazível Jaqueira) e sabe como era o nome do livro?
    INSPIRAÇÃO NORDESTINA.
    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  21. E finalmentando sobre esta tal de INSPIRAÇÃO, - mas afinal, essa danada existe ou não - vejamos frases de alguns gênios:
    Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando.
    Pablo Picasso.
    Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!
    Mário Quintana.
    Eu vivo à espera de inspiração com uma avidez que não dá descanso. Cheguei mesmo à conclusão de que escrever é a coisa que mais desejo no mundo, mesmo mais que amor.
    Clarice Lispector.
    Mais que a minha própria vida,além do que eu sonhei pra mim,raio de luz, inspiração, amor você é assim, rima dos versos que eu canto, imenso amor que eu falo tanto.
    Roberto Carlos.
    Não sei de onde vem a minha inspiração, só sei que ela é semelhante a uma ventania: A mesma intesidade que chega é a mesma na qual some.
    Ygor Gardel.

    É, está parecendo mesmo que INSPIRAÇÃO EXISTE.
    Até mais vê.
    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  22. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  23. Felipe 1° período de Letras3 de maio de 2012 23:18

    pra assinar o nome tem que ter destreza e não inspiração ^^
    Inspiração é uma Habilidade dominável qualquer pessoa que acredite em inspiração como algo divino ou de outro mundo é Iludido.

    Inspiração é a Emoção que se sente diante de algo que te chama atenção.
    Você ver uma paisagem bonita e admira ali esta seu momento de inspiração
    você lembra de um amor de infância ali esta uma inspiração
    Lembra de alguém que morreu é inspiração...

    Agora a Técnica oque é ?
    será que são conceitos ou regras acadêmicas ?
    Não, a Técnica é o Jeito com o qual você lida diante dessa admiração
    diante desse momento chamado inspiração
    damos o nome de Poeta a aqueles que sabem aproveitar esse sopro de ``inspiração´´

    Eu consigo fazer um poema usando a sujeira das minhas unhas como centro de inspiração
    será que a minha inspiração é falsa ? ou eu domino a Técnica chamada Inspiração ?

    Aki ta um poema que fiz como exemplo de inspiração
    é só uma forma de mostrar que inspiração Literária não é algo de outro mundo ou divino


    Sujeira das Unhas

    Dos dedos te fiz unha
    das unhas te fiz sujeira
    tentei te manter limpa
    mas não era brincadeira

    Vi meu amor passar
    na sujeira de minhas unhas
    foi que tentei me limpar
    de tanto tentar te encontrar
    foi que cansei de esperar.

    Sei que não é uma grande Poema bem feito mas... Vamos analisar
    será que eu não quis dizer nada com Sujeira das unhas ?
    ou será que eu pus isso só pra rimar ?

    A sujeira é um amor e ao mesmo tempo é a vergonha de que esse personagem tem
    de mostrar seus sentimentos quando eu digo "na sujeira de minhas unhas foi que tentei me limpar" o personagem tentou se livrar do amor que tinha.

    Agora vou fazer um poema tendo meus dentes como inspiração Meus dentes.

    Meus Dentes

    De brancos que desejei
    De muitos deles perdi
    O amor de meus Lábios fechados
    salivas te tocam em fim

    ÓH que família perfeita
    que se compõem entre si
    vejo eles todos os dias
    são amores para mim.

    eu usei inspiração pra fazer isso ?

    Não to me comparando aos Gênios que defendem o que pessoas que acreditam cegamente em inspiração como algo Espiritual ou Divino mas só quero mostrar que o Artista que precisa de inspiração pra Compor ele é Fraco de Sabedoria ...

    Os poemas que usei como exemplo foram Bestas exatamente pra Irônizar o fato que eu posso criar poema sobre qualquer coisa sem o Uso da inspiração fanática mas sim o uso da inspiração Técnica.

    OBS:Desculpem se peguei pesado é que eu me empolgo quando falo sobre Literatura
    e o tema é muito bom ai é que eu me empolgo mesmo.

    ResponderExcluir
  24. Felipe 1° período de Letras4 de maio de 2012 00:18

    Amado !! eu amo meus dentes ai esta o sentimento que me inspirou kkkkkkkkkkkkkkk

    Não classifiquei eles como fracos de Sabedoria porque ai eu estaria assinando meu atestado de loucura. Tem que se entender que Nem mesmo esses Poetas acreditam nessa Inspiração de outro mundo.

    Vc mesmo citou em outro post acima:

    Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando.
    Pablo Picasso.

    Olha a Irônia dele aqui nessa parte:
    "A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando."

    Ele ironizou o fato de não precisar de inspiração pra compor...

    Uma coisa é eu ser primeiro período outra coisa é me apegar a conceitos antiquados
    que só fazem você se confudir mais ainda.

    Inspiração nada Mais é doque se admirar por algo ou diante de algo é possivel dominala ponto final e acabou-se.

    ResponderExcluir
  25. Felipe 1° período de Letras4 de maio de 2012 13:15

    Sete dias de esquema

    Como Cristão só me resta
    acreditar em inspiração
    entrei em contradição

    aquele dito poema
    totalmente sem noção
    perdi minha inspiração
    que tanto me dava razão

    De Deus que me fez poeta
    Lá antes de Minha vó Ter Minha Mãe
    Deus que criou o Mundo
    Como rima de Poema
    em sete dias de Esquema
    me soprou deste àr ...

    Felipe da Silva Mata.

    ResponderExcluir
  26. Ah, tá bom demais, “Sô!”
    Que debate arretado!
    Só peço que se concentrem nos textos (evitem julgamentos pessoais, para elevar o nível da discussão).

    Vamos apimentar a conversa.

    Sobre este assunto, tive que escrever o seguinte texto, um dia:


    NADA INSPIRADO (Admmauro Gommes)

    Eis que um amigo me desafia
    Sobre o processo de minha criação:
    “Duvido que não use inspiração
    Um poeta trabalhando a poesia.”
    Não sei, talvez, pode ser que um dia
    Quando eu estiver emocionado
    Eu lhe escreva um verso apaixonado
    Não agora, que a palavra é um dilema
    Me perdoe, não escrevo seu poema
    É porque não estou nada inspirado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Felipe 1° período de Letras4 de maio de 2012 22:29

      Até da falta de inspiração da pra se tirar inspiração uahsuhas

      Excluir
  27. A INSPIRAÇÃO DO POETA RONALDO CUNHA LIMA.

    UM POUCO DE POESIA
    HABEAS-PINHO – Ronaldo Cunha Lima

    Em 1955, em Campina Grande, na Paraíba, um grupo de boêmios fazia serenata numa madrugada do mês de Junho, quando chegou a polícia e apreendeu o violão.

    Decepcionado, o grupo recorreu aos serviços do advogado Ronaldo Cunha Lima, então recentemente saído da Faculdade, e que também apreciava uma boa seresta.

    Ele peticionou em Juízo para que fosse liberado o violão.
    Aquele pedido ficou conhecido como "Habeas-Pinho" e enfeita as paredes de escritórios de muitos advogados e bares de praias no Nordeste.

    Mais tarde, Ronaldo Cunha Lima foi eleito Deputado Estadual, Prefeito de Campina Grande, Senador da República, Governador do Estado e Deputado Federal.
    Eis a famosa petição HABEAS-PINHO

    “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 2ª Vara desta Comarca:

    O instrumento do crime que se arrola
    Neste processo de contravenção
    Não é faca, revólver nem pistola,
    É simplesmente, doutor, um violão.

    Um violão, doutor, que na verdade,
    Não matou nem feriu um cidadão,
    Feriu, sim, a sensibilidade
    De quem o ouviu vibrar na solidão.

    O violão é sempre uma ternura,
    Instrumento de amor e de saudade,
    Ao crime ele nunca se mistura,
    Inexiste entre eles afinidade.

    O violão é próprio dos cantores,
    Dos menestréis de alma enternecida
    Que cantam as mágoas e que povoam a vida
    Sufocando suas próprias dores.

    O violão é música e é canção,
    É sentimento de vida e alegria,
    É pureza e néctar que extasia,
    É adorno espiritual do coração.

    Seu viver, como o nosso, é transitório,
    Porém seu destino se perpetua,
    Ele nasceu para cantar na rua
    E não para ser arquivo de Cartório.

    Mande soltá-lo pelo Amor da noite,
    Que se sente vazia em suas horas,
    Para que volte a sentir o terno açoite
    De suas cordas leves e sonoras.

    Libere o violão, Dr. Juiz,
    Em nome da Justiça e do Direito,
    É crime, porventura, o infeliz
    cantar as mágoas que lhe enchem o peito?

    Será crime, e, afinal, será pecado,
    Será delito de tão vis horrores,
    perambular na rua um desgraçado
    derramando ali as suas dores?

    É o apelo que aqui lhe dirigimos,
    Na certeza do seu acolhimento,
    Juntando esta petição aos autos nós pedimos
    e pedimos também DEFERIMENTO.


    Ronaldo Cunha Lima, advogado.”

    O juiz Arthur Moura, sem perder o ponto, deu a sentença no mesmo tom:

    "Para que eu não carregue remorso no coração,
    Determino que seja entregue ao seu dono,
    Desde logo, o malfadado violão!”

    Recebo a Petição escrita em verso
    E, despachando-a sem autuação,
    Verbero o ato vil, rude e perverso,
    Que prende, no cartório, um violão.

    Emudecer a prima e o bordão,
    Nos confins de um arquivo em sombra imerso
    È desumana e vil destruição
    De tudo, que há de belo no universo.

    Que seja Sol, ainda que a desoras,
    E volte à rua, em vida transviada
    Num esbanjar de lágrimas sonoras.

    Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
    Noite de lua, plena madrugada,
    Venha tocar à porta do Juiz.

    ResponderExcluir
  28. O Poeta não fala para o mundo, o mundo é que fala para o poeta, portanto, o Poeta não pode se dar ao luxo de morrer. Nunca.

    ResponderExcluir
  29. O GRUPO CONCLUIU QUE FAZER POESIA É RESULTADO DE 90% DE TRANSPIRAÇÃO E DE 10% DE INSPIRAÇÃO

    Com o objetivo de alimentar a discussão sobre o fazer poético, transcrevemos a experiência relatada pelas professoras Dieli Vesaro Palma (PUC-SP) e Heloísa Cerri Ramos (Experimental da Lapa/SP).

    “Foi no sentido de trabalhar essas questões com os professores de Língua Portuguesa do Experimental, aliadas ao desejo dos próprios professores de se aventurarem por trilhas poéticas, mas inseguros quando ao rumo a tomar, que se realizou o trabalho que a seguir será relatado. (...)

    Escolhemos um nome para o encontro o qual batizamos de “Tecendo poesia – o texto poético em sala de aula’’. Em primeiro lugar, partimos do conceito que o professor tinha de ‘’como é que o poeta constrói sua poesia’’. Para saber o que os professores pensavam, pedimos que respondessem individualmente:

    • Como você imagina que o poeta faça sua poesia ?
    • Fazer a leitura de ‘’Tecendo a Manhã’’ de João Cabral de Melo Neto
    • Destacar dos versos de João Cabral, as construções que lhes chamaram mais a atenção.
    • Explicar em que sentido as construções haviam chamado a atenção

    Depois que todos terminaram, pedimos que dessem suas respostas as quais foram sendo registradas na lousa e, a partir delas, fomos organizando a teoria. Ao final da reflexão, o grupo concluiu que fazer poesia é resultado de 90% de transpiração e de 10% de inspiração, pondo por terra, a primeira resposta dada à pergunta “Como você imagina que o poeta faça sua poesia?’’ que havia sido ‘’Tem inspiração’’. Ficou claro, portanto, que, para se fazer poesia, é preciso saber trabalhar com a linguagem, saber explorá-la em todos os níveis: o fonético, o morfológico, o sintático e o semântico.

    Para fundamentar o conceito sobre o ‘fazer poético’ a que o grupo chegou, fornecemos aos professores os depoimentos dados em versos por Olavo Bilac, Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade, nos poemas Profissão de Fé, Canção Excêntrica e Procura da Poesia”.

    Fonte:
    PALMA, Dieli Vesaro e RAMOS, Heloísa Cerri. Poesia também se aprende na escola. In: Anais do 6º Congresso Brasileiro de Língua Portuguesa. pp. 69-71. IP-PUC/SP: São Paulo, 1998.

    ResponderExcluir
  30. Vejamos, pois, o pensam alguns consagrados autores sobre a temática: INSPIRAÇÃO.

    Clarice Lispector:

    “O processo de escrever é feito de erros - a maioria essenciais - de coragem e preguiça, desespero e esperança, de vegetativa atenção, de sentimento constante (não pensamento) que não conduz a nada e de repente aquilo que se pensou que era “nada” era o próprio assustador contato com a tessitura de viver - e esse instante de reconhecimento, esse mergulhar anônimo, esse instante de reconhecimento (igual a uma revelação) precisa ser recebido com a maior inocência, com a inocência de que se é feito".

    Fonte: Jornal do Brasil, 8/5/1999

    "Quando estou escrevendo alguma coisa eu anoto a qualquer hora do dia ou da noite, coisas que me vêm. O que se chama inspiração, não é? Agora quando estou no ato de concatenar as inspirações, aí sou obrigada a trabalhar diariamente".

    Fonte: Revista Shalom. S.Paulo, v. 27, nº 296, 1992.


    Carlos Drummond de Andrade:

    "Eu sou inteiramente partidário da idéia da inspiração. Seja banal, antiquado, mas sem inspiração não se faz nem se escreve nada. A pessoa adquire a técnica de se comunicar e tem facilidade, como eu tenho, de escrever coisas. Mas aquela coisa profunda que vem das entranhas da gente, isto é inspiração..."

    Fonte: Jornal da tarde, 19/10/1986.
    Alberto Moravia
    "Em arte, o tempo é, de resto, uma medida convencional: pode-se em dez minutos recuperar alguns anos de preguiça ou de obscuridade. A inspiração não se importa com o tempo. Verifica-se isso, verdadeira e fisicamente, nos momentos de inspiração: a inteligência executa, então, operações com uma rapidez extraordinária. Não é de espantar que Stendhal tenha escrito A Cartuxa de Parma em quarenta dias.”

    Fonte: CHAPSAL, Madeleine. Os escritores e a literatura. Lisboa: Dom Quixote. 1967.

    Anderson Braga Horta
    "Parto do que chamamos inspiração (embora nem sempre espere por uma centelha mágica...), que, todavia, não prescinde das técnicas de construção, sua contraparte intelectual. Na verdade, inspiração e construção imbricam-se, são aspectos de um ato unitário – o fazer poético. Não sei dizer qual dos dois aspectos predomina em mim”.

    Fonte: GOMES, Danilo. Escritores brasileiros ao vivo. Belo Horizonte/Brasília: Comunicação/INL, 1979.

    Antonio Olinto
    "Para escrever tenho que ficar atuado, em transe. O que eu chamo de inspiração é, na verdade, transe. O importante é fazer um plano por escrito. Assim, você se compromete, por exemplo, a escrever cinco páginas por dia. Se não conseguir, fica devendo e 'paga' no fim de semana".

    Fonte: Jornal do Brasil, 11/01/1997.

    ResponderExcluir
  31. O GRUPO QUE CONCLUIU QUE FAZER POESIA É RESULTADO DE 90% DE TRANSPIRAÇÃO E DE 10% DE INSPIRAÇÃO, está equivocado, é justamente o contrário. Mas essas coisas acontecem até mesmo nos meios acadêmicos, pois errar é humano.

    ResponderExcluir
  32. O GRUPO QUE CONCLUIU QUE FAZER POESIA É RESULTADO DE 90% DE TRANSPIRAÇÃO E DE 10% DE INSPIRAÇÃO,se equivocou tendo em vista ter usado como fonte primária da sua tese o pensamento de João Cabral de Melo Neto, ora, sabemos todos que João não acreditava em INSPIRAÇÃO, senão vejamos o que ele disse em entrevista de certa feita:

    João Cabral de Melo Neto
    Eu não acredito em inspiração e nem sou poeta inspirado. O ato de criação para mim é intelectual. Minha poesia trabalha a criação e a construção. Acredito na expiração. Na composição de um poema, primeiro me ocorre um tema e eu tomo nota. Depois vou estudando-o e desenvolvendo-o. Nunca escrevi um poema inspirado, soprado pelo Espírito Santo. Isso eu não sei o que é...".

    Fonte: Correio Braziliense, 18/01/1998 - Gerson Camaroti

    "Inspiração não tenho nunca. Aliás, como diz Auden, a poesia procura a gente até os 25 anos. Depois, é a agente que tem de procurá-la, inspirá-la. Confesso que desde o início construí minha poesia. Rendimento é uma questão de trabalho e método. De sentar todos os dias à mesma hora. O rendimento dos primeiros dias pode ser menor, mas depois se torna regular".

    Fonte: Jornal do Brasil, 16/08/1968

    "Há dois tipos de poetas: os esforçados e os inspirados. O poeta inspirado tem defeitos que o esforçado não tem, e vice-versa. Eu, por uma questão de temperamento, me coloco entre os esforçados. Há quem diga que tudo que não é espontâneo não é autêntico, mas não concordo com a opinião. Com o esforço, pode-se aprefeiçoar sempre uma obra, independente da inspiração".

    Fonte: Diário de Pernambuco, 08/10/1973 - Geneton Moraes Neto

    E a discussão deve prosseguir, este assunto é deveras INSPIRADOR, participem mais caríssimos alunos, deem suas opiniões abalizadas. Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  33. O problema, se é que podemos chamar assim, é que alguns autores acham que INSPIRAÇÃO é algo "Soprado pelo Espírito Santo", quando na verdade não é, acho que o Espírito Santo tem coisas mais sérias com que se preocupar, do que com a inspiração de intelectuais. Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  34. Felipe 1° período de Letras6 de maio de 2012 13:26

    Isso é uma verdade ^^ A Inspiração do Poeta não é a mesma inspiração Divina usada pra criar a Biblia.

    ResponderExcluir
  35. Felipe 1° período de Letras6 de maio de 2012 13:34

    Deus queria que as pessoas conhececem sua Obra ai inspirou Homens a Escrevelas com o Seu conhecimento do mundo desde seu começo assim NAsceram as Escrituras Bíblicas se você abrir a Bíblia cada Livro tem um Nome então são varias obras de Tempos diferentes Juntas em um Único Livro não teria como ter escrito a Bíblia sem inspiração divina pois as Histórias são de Tempos diferentes e Tem riqueza de detalhes nos quais até estudos científicos e Teológicos comprovam sua veracidade.

    ResponderExcluir
  36. Felipe 1° período de Letras6 de maio de 2012 13:44

    Existe um estudo Científico que comprova a veracidade de alguns livros da bíblia. Assisti a um estudo Ciêntifico sobre a Batalha de Jericó e Realmente nesse documentário que assisti se comprovou realmente que a História é real então assim ofato que a Bíblia é um vestígio da inspiração divina não deixa duvidas. Mas nesse caso Houve uma nexessidade do Criador que as pessoas conhecessem a palavra de salvação e as coisas que Deus tinha feito por aquele que o seguiam.

    ResponderExcluir
  37. Felipe 1° período de Letras6 de maio de 2012 13:46

    *Necessidade errei ali :D

    ResponderExcluir
  38. Felipe 1° período de Letras6 de maio de 2012 14:00

    Na Literatura a melhor definição que posso dar a inspiração é...

    Inspiração É a tecnica de Inventar...

    Pratico Tae Kwon do e como lutador posso dizer que...

    Inspiração ela é como o reflexo do corpo em um momento de necessidade se seu corpo e sua mente foram treinados pra reagir no mesmo nivel do seu reflexo então suas Habilidades fluirão naturalmente sem demasiado esforço.

    Como disse antes: Inspiração É a tecnica de Inventar ...
    Se a Inspiração é um reflexo da Alma ou Da mente
    Ou o que vcs queiram acreditar que seja se eu treinar minha mente enrriquecendo meu vocabulário e o lado artístico com certeza a Inspiração Fluira infinitamente.

    ResponderExcluir
  39. Quando José de Alencar diz : " Cidadão, é o poeta do direito e da justiça; poeta é o cidadão do belo e da arte!" marca em suas palavras, que cada poeta escreve um belo, pois, já está moldado no seu interior, as mãos e sua mente são apenas uma ponte por onde deverão passar as mais lindas estruturas com as palavras.
    Quando se fala de técnica , logo nos vem em mente Patativa do Assaré, que apenas frequentou 3 meses dos bancos escolares, como se pode ser minucioso na técnica? daí partimos para o reflexo, o que flui do poeta também é um reflexo de tudo o que se vê e se sente.

    o Poeta é inspiração, a Técnica vem a embelezar toda a estrutura,
    mas de nada seria texto poético sem a inspiração do poeta.

    o Poeta do Sertão.

    Pra ele , tudo vive, tudo anda, tudo toca.
    de que adianta um corpo sem a sua alma?
    não pensa, não age, não sorri...
    é preciso sorrir pra mostrar a felicidade
    é preciso brilho pra mostrar o amor...
    e se a técnica o estudo não mostrou,
    a natureza do sertão: inspiração,
    a Patativa assim doou...

    ResponderExcluir
  40. É preciso desassociar a palavra técnica de escola.

    É possível alguém possuir a técnica sem ter ido à escola. Um pedreiro, mesmo sendo analfabeto, possui a técnica de usar o prumo, o metro, a colher... Como ele aprendeu? Pelas repetidas vezes de sua arte e por olhar o trabalho de outros. É bem certo que, com a escola, os instrumentos que a teoria oferece, agilizam a arte pois o conhecimento está bem sistematizado.

    Portanto, eu conheço poetas que não foram alfabetizados e fazem versos rimados, com alguma metáfora. Mas desconheço quem faça um haicai (pequeno poema japonês), se não souber sua estrutura. Duvido que a inspiração dê um haicai a alguém que não domine sua técnica.

    ResponderExcluir
  41. Felipe 1° período de Letras7 de maio de 2012 15:16

    verdade professor Admmauro Se inspiração existe que Ricardo Guerra faça um Haicai ahsuhasuhsa :D Brincadeira vi...

    Falou tudo Professor...

    ResponderExcluir
  42. Não duvido que Riccardo faça. Ele é inteligente e domina a técnica da composição. Por isso vai lançar mão do conhecimento, da teoria e... da técnica. Quando pensar que não, fará um poema sem inspiração. Então, vamos fazer um haicai – cada um de nós e outros que quiserem entrar no debate. Eis o nosso desafio.

    ResponderExcluir
  43. Felipe 1° período de Letras8 de maio de 2012 07:06

    pow !! vcs são Gigantes !!

    ResponderExcluir
  44. Felipe 1° período de Letras8 de maio de 2012 07:51

    Poema quântico é um poema cheio de possibilidades de interpretação. A Interpretação mais precisa esta apenas na mente de quem o Compôs...

    deve ser isso :D
    me corriga se estiver errado ^^

    ResponderExcluir
  45. Para começo de conversa, acho a palavra “técnica” um termo muito “concreto” para algo tão subjetivo que é a poesia. A toda imagem poética, a todo poema confere um passado. Isto é, a experiência que a poesia traz consigo independe de técnica.
    “Assim, tais procedimentos são adquiridos com a experiência e não vindos do além”. (Profº. Ademauro) Claro! Todavia, não como uma experiência de técnica, mas a experiência do observar, do perceber, do engravidar.

    “Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas
    com aves.
    Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os
    besouros pensam que estão no incêndio.
    Quando o rio está começando um peixe,
    Ele me coisa
    Ele me rã
    Ele me árvore.
    De tarde um velho tocará sua flauta para inverter
    os ocasos”. Manoel de Barros

    Isto é experiência! Experiência de chão, da coisa, da coisa enquanto ser. Ou não.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quero saudar a grande poetisa Karoline Serpa que enriquece este debate e é detentora de uma poética invejável. Ela é uma das cinco melhores vozes femininas que passaram pela FAMASUL. E, no momento, está nos fazendo falta.

      Excluir
  46. O Poema JOSÉ, de Carlos Drummond de Andrade, como todos sabem foi musicado por Paulo Diniz, algum tempo atrás, o que o tornou conhecido do público que não ler poemas, mas que ouve música, consequentemente despertou a curiosidade de tantos em saber quem era o autor, contribuindo, destarte, para a difusão de outros poemas de Drummond e de outros poetas, como aconteceu com o poema Balada para um Louco do Argentino Astor Piazzolla, - também musicado e brilhantemente interpretado por Moacyr Franco, por isso fico inclinado a acreditar e afirmar que: Poesia é música em sua expressão escrita, se não tanto, pelo menos a complementa e muito.

    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  47. Música contém, necessariamente, poesia.

    Eu disse em um artigo (no livro Intradução Poética)que a poesia é a essência de todas as coisas. Todas as artes se nutrem de poesia e isso não é exclusividade da literaura.

    Podemos ver, assim, poesia na arquitetura de Oscar Niemayer.

    ResponderExcluir
  48. Os poetas parnasianos tiveram o domínio da técnica, digamos assim, por excelência. No entanto em alguns dos poemas (poemas parnasianos) a poesia se fez escassa,ou simplesmente inexistiu.De nada vale a técnica se esta não for movida pelos embalos e gritos surdos da "inspiração", ou seria, neste caso, motivação, estímulos? Talvez a ideia de inspiração não seja a mais adequada para justificar o que move o poeta, o seu encantamento, seu dislumbre diante do fantástico, do grotesco. Mas apenas o domínio da técnica, como é o caso dos poetas parnasianos, não é o suficiente para que a essência poética aconteça. O poeta é movido por algo maior, algo que não pode ser denominado. Neste ponto transcrevo os versos do Poeta VCA (Vital Corrêa de Araújo), que dizem justamente o que estou tentando dizer:

    O que move o poeta
    no instante da poesia
    ele não sabe

    (nem adivinha).

    Somente sabe, sente
    que é movido
    e move-se

    Como um deus
    servido por suas criaturas.


    por Cícero Felipe

    ResponderExcluir
  49. Concordo com o poeta Cícero Felipe, os poetas parnasianos “poetavam” deixando de lado o subjetivismo e a emoção, apesar da perfeição no domínio da técnica apurada, eles evitavam a utilização de palavras da mesma classe gramatical, buscando tornar as rimas esteticamente ricas. Davam preferência aos sonetos, com valorização na metrificação, ou seja, o mesmo número de sílabas poéticas era usado em cada verso. Até que......na Semana de Arte Moderna de 1922, uma plêiade de intelectuais brasileiros do quilate de: Mário de Andrade, Oswald de Andrade. Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Ronald de Carvalho, Anita Malfati, Di Cavalcanti etc, “chutaram o balde” do conservadorismo estético europeu e, resolveram, se expressar na poética, na pintura, na música, no teatro e até na arquitetura como conhecemos hoje, com muito mais emoção, com muito mais inspiração e consequentemente com muito mais poesia.
    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  50. Felipe 1° período de Letras10 de maio de 2012 06:30

    Inspiração é questão de conhecimento e não de Momento. Quanto mais conhecimento se tem sobre algo mais vai ser possível falar, escrever, compor, poetar, etc. Cada um tem sua opnião mas a verdade nua e crua é que Inspiração é Conhecimento, um conhecimento que é lembrado na hora de abordar um tema.

    Inspiração é o Saber guardado no Baú da mente, esta lá empoeirado esperando para ser usado na Hora certa e precisa.

    ResponderExcluir
  51. No dia 26 de agosto de 1878, portanto, 134 anos passados, e faltando 12 anos para a Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil, o Diário de Pernambuco publicava o poema abaixo transcrito do Palmarense Herculano Cavalcanti de Sá e Albuquerque, republicano histórico e colaborador do jornal em epígrafe.

    Á PERNAMBUCO, MINHA PROVÍNCIA NATAL.

    Quem diria, meu caro Pernambuco,
    Que alguns filhos teus degenerados
    À vil monarquia te entregasses
    De mãos e pés manietados?

    Desperta, ergue-te Leão do Norte,
    Sacode a juba e altaneiro
    Prepara-te para a luta gloriosa
    Que te deve libertar do cativeiro.

    Entre os filhos teus degenerados
    Muitos ainda existem, que estimando
    Acima do seu eu, a tua glória,
    Saberão libertar-te pelejando.

    Do heroico Pernambuco partir deve
    O eletrizante som da Marselhesa,
    Que repercutindo pelo Norte todo,
    A todos excite contra a realeza.

    Entre as livres nações americanas
    não tem razão de ser a monarquia,
    Por isso desaparecer ela já deve
    Ainda mesmo por meio da anarquia.

    Pela sã liberdade pelejemos
    Como fizeram os norte-americanos,
    Ou mesmo a livre e heroica França
    Pátria de mil heróis republicanos.

    As mercenárias legiões hostis,
    Jamais deve o Norte temer.
    Pois contra a verdadeira liberdade,
    Não pode o despotismo se erguer.

    Quer como simples confederado,
    Ou como estado independente,
    Deve o Norte altaneiro soltar
    Da separação o brado estridente.

    Palmares, 20 de agosto de 1878.

    Vê-se, portanto, que poetar em Palmares é coisa muito antiga.
    Sugiro ao Departamento de Letras da FAMASUL fazer um levantamento minucioso de todos os poetas palmarenses, suas obras, estilos, épocas etc., com ajuda dos seus alunos, para posterior publicação. Com certeza estaria a FAMASUL prestando uma significativa contribuição para o enriquecimento histórico da Terra dos Poetas, como é denominada Palmares.
    Fica a minha humilde sugestão e a minha disposição em poder ser útil em tal empreitada literária.

    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  52. Como bem definiu o historiador francês, criador da Escola dos Annales, Marc Bloch: “A história é a ciência dos homens no tempo”. Nesse caso, seria a história da literatura dos palmarenses como ciência do(s) seu(s) tempo(s).
    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  53. De bom alvitre seria que os alunos do Curso de Letras tomassem conhecimento através do site:http://www.bdtd.ufpe.br/tde_arquivos/53/TDE-2011-08-22T154801Z-3383/Publico/vac.pdf
    Trata-se de Monografia para obtenção do título de Mestre, apresentada em 2008 na UFPE, pelo professor da FAMASUL Vilmar Carvalho, cujo título é: LETRADOS E UFANOS:O CLUB LITTERARIO DE PALMARES (1882-1910)

    Boa leitura a todos.

    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  54. O Professor Mestre Vilmar Carvalho, em sua dissertação de mestrado - disponível no site: http://www.bdtd.ufpe.br/tde_arquivos/53/TDE-2011-08-22T154801Z-3383/Publico/vac.pdf
    Afirma: ... O Club de Palmares é visto como um grão do imenso monumento pré-modernista, que antecede decisivamente a formação da intelectualidade nacional, muito embora, a “Geração de 1870” apenas represente uma das “modernidades” que costumam ornamentar as explicações sobre o país. Aliás, aquela postulada pelos intelectuais da Semana de Arte Moderna de 1922, triunfa a auto-imagem de “moderna” em oposição ao passado nacional, incluindo no rol das “velharias seculares” estas “academias-mirins, burguesas e burocráticas” típicas do pré-modernismo. (pg. 147).

    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  55. Um dos movimentos menos estudados, o Pré-modernismo, movimento que aliás os críticos literários convergem em opiniões que é tipicamente brasileiro, conhecido ainda como Estética Impressionista, recebeu ainda a denominação de Saudosismo em Portugal.
    O termo foi criado no Brasil por Tristão de Athayde, para designar os escritores contemporâneos do Neo-parnasianismo entre os anos de 1910 e 1920.
    Em sua dissertação de Mestrado, o Prof. Ms. Vilmar Carvalho brilhantemente o aborda, dando assim, subsídios para que os estudantes de Letras - futuros Letrólogos, do grego: aquele que estuda letras - tenham conhecimento e despertem suas atenções nesse sentido.O que pode se tornar, sem nenhuma sombra de dúvidas, numa ótima temática para futuras dissertações de Pós-graduação (Latu sensu) - Mestrado - e até (Stricto Sensu)- Doutorado.

    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  56. Muito bem, grande Riccardo Guerra.

    Ao ponto que você sugere estudarmos o passado da poesia palmarense, descortina, também, a possibilidade de se realizar um encontro de poetas da atualidade, em Jaqueira.

    Parabéns por sua visão que é muito ampla: guardar a memória sem perder de vista o presente. Isso se encaixa bem ao seu perfil que é um historiador-poeta, ou poeta-historiador (como diria Augustinho Carrara, não decidi ainda qual o termo que melhor lhe cabe).

    De qualquer modo, conte sempre com esta andorinha, escondida no Ninho do Xexéu. Amplexos. A. Gommes.

    ResponderExcluir
  57. Apenas como sugestão: Poderíamos começar com o poeta Palmarense Herculano Cavalcanti de Sá e Albuquerque que era assíduo colaborador, como "poeta republicano" do Diário de Pernambuco, nos idos dos anos de 1870, portanto, no auge da fundação do Club Litterario dos Palmares.
    O poeta em tela, também era cronista do mesmo jornal. Tenho em minha biblioteca particular algumas crônicas dele, que seria um prazer repassá-las aos demais interessados.
    Obviamente, os alunos do Curso de Letras da FAMASUL têm que participar ativamente dessa saudável pesquisa. Devemos, pois, incitá-los nesse sentido.
    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  58. A teoria literária diz que não há inspiração em se escrever poema, a isso que empiricamente é chamado de inspiração, nada mais é do que uso dos recursos estilísticos, gramáticas e semânticos que o artista faz da linguagem, entretanto é necessário considerar a vivência que esse literato tem com esse tipo de construção da linguística.

    ResponderExcluir
  59. Perguntar sempre fez e faz bem aos curiosos que almejam saber mais, portanto indago, Heitor Villa Lobos está correto em sua afirmação, quando diz: A Música é a primeira arte que conduz às outras artes?

    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  60. Felipe 1° período de Letras15 de maio de 2012 13:07

    Toda Criação é Arte.
    Deus ao criar o Mundo fez a Primeira Arte,
    toda à Arte vem do Talento de criar que seria oque muitos chamam de inspiração,
    a Música é arte mas não conduz a outras artes porque se Trata apenas de tocar os sentidos através da sonoridade.

    ResponderExcluir
  61. Não digo que o grande Heitor Villa Lobos esteja errado, ao afirmar que A Música é a primeira arte que conduz às outras artes. O certo é que cada artista tem o seu ofício como o mais importante de todos. Para esta finalidade, transcrevemos o pensamento de Victor Hugo: “A literatura é estrela que leva a Deus.” Para Novallis, “A religião original da Humanidade.” É claro que eles usaram o sentido figurado. Para se aproximar do grande músico citado, Dante afirmou que “o poema é música que se faz com ideias.” De qualquer forma, toda arte é uma maneira especial de o homem aguçar o seu mais profundo olhar, o seu íntimo. E isso tem algo ligado ao maravilhoso e ao encantador, que se aproxima do inexplicável.

    ResponderExcluir
  62. Reflexão sobre o discurso de Villa Lobos
    ...A música vai de uma alma à outra, os pássaros conversam pela música... cada pássaro que acode ao meu ouvido é um tema aonde se junta a outros temas invisíveis, imperceptíveis e abstratos para tornarem forma física em forma sonora, em forma de música, música de arte, arte livre como é a natureza... Lembrem-se de que é a arte que vem do coração para um coração, de uma alma para outra alma. E a música é a primeira arte que conduz às outras artes. Eu não digo isso porque sou músico, não. Mas ela tem um poder positivo, digamos um poder biológico. Ela é uma terapêutica para a alma doente. A música é um consolo para o sofredor. A música é um embalo para o pequenino no colo de suas mães, de seus pais. A música é um alento do desventurado. A música é a alegria daqueles que são alegres. A religião. Qual das religiões que existe sobre a terra, e que não usou da música como elemento de atração aos seus crentes?

    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  63. Concordo plenamente com sua defesa em nome da música.

    Ela é tudo isso e muito mais, principalmente quando diz que "...é uma terapêutica para a alma doente. (...) um consolo para o sofredor (...) um embalo para o pequenino no colo de suas mães, de seus pais (...) um alento do desventurado. A música é a alegria daqueles que são alegres."

    Das artes que tocam a alma, o âmago do ser, independente de conhecimento especifico, a Música é a que mais encanta, sem dúvida. Daí a pupularidade da poesia nos primórdios, pois surgiu ao lado da melodia, como nas Cantigas Medievais, para citar algo mais familiar, na Literatura Portuguesa, no séc. XII.

    ResponderExcluir
  64. Alex AUGUSTO 2º PER. DE LETRAS19 de maio de 2012 12:16

    Diante de tantos conceitos e comentarios sobre a existência da ESPIRAÇÃO, chego a conclusão que tudo existe apartir do momento que damos a oportunidade de acreditar.
    quanto a espiração ela é parente da poesia que chegam derepente como um furacão de beleza e estimulos, no coração do poeta.

    ResponderExcluir
  65. Carlos, Palmares19 de maio de 2012 13:10

    Espiração ou INSPIRAÇÃO?

    ResponderExcluir
  66. “A existência da inspiração vem através da ação, um passo após o conhecimento”. (Ademac Gommes – 6º período de Letras/FAMASUL)

    ResponderExcluir
  67. Caríssimo Poeta Admmauro, parece-me que, o debate foi profícuo, desculpe-me se fui algumas vezes impulsivo em minhas teses e pontos de vista. Desde logo, parabenizo-o pelos temas mensais escolhidos pelo caro amigo. Vamos ao próximo?
    Amplexos à ti e à todos os caríssimos debatedores.
    Riccardo Guerra.

    ResponderExcluir
  68. Caríssimo Riccardo Guerra:

    Sua participação foi de fundamental importância, uma vez que és poeta e pensador. Pensar poesia é mais difícil que fazê-la. Por isso, precisamos de opiniões diferentes para que haja estímulo na conversa e aprofundamento no tema. Agradeço muito sua contribuição nos debates, bem como a presença dos outros amigos que também ilustraram nossas discussões. Um abração. Até o próximo.

    ResponderExcluir
  69. Inspiração é tudo aquilo que motiva a fazer ago, realizar um objetivo, no poema é de fundamental importância pois a partir dela mostrar os sentimentos do autor, mas para isso tanto requer a emoção como o domínio da escrita, onde através dela poupa alguns barbarismos da língua portuguesa.

    Romélia Milânia Lima da Silva - 1º Período de Letras

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. “Saber trabalhar com a linguagem, saber explorá-la em todos os níveis: o fonético, o morfológico, o sintático e o semântico,” como disseram Dieli Vesaro e Heloísa Cerri Ramos durante este debate, parece-nos ser o caminho mais racional para se produzir literatura. Neste ponto, você está certa, Romélia.

      Excluir
  70. Edson Marques - 2 Período de Letras4 de março de 2015 00:44

    Professor já vou dizendo o meu foi tirado do lixo do meu coração

    Decepção Aromatizante

    Por certo se sente a decepção aromatizante
    O cheiro putreficado das uvas frustrações
    Por certo se sente o gosto das podres maçãs da vida
    Que assadas pelas margarinas que fritam e queimam por dentro o que não consegue se dizer com palavras
    Mas sentir pela boca o sabor da derrota o sabor do fracasso e principalmente o sabor inesperado dos cocos azedos que a vida reserva
    Bem como as desilusões e os desenganos que Sao provados como óleo velho
    E ainda saber que o mais frustrante dos fatos era não obter a essência do malbec esperado
    E o quanto os azeites da vida nos fazem degustar ainda os erros cometidos que já não podem ser consertados

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O sabor inesperado dos cocos azedos que a vida tem reservado

      Excluir
  71. Fábio Nazaro 1° Período de Letras5 de março de 2015 13:08

    Amor Sintético

    Atraído por um amor sintético
    que com seu aromatizante de desejo
    envolveu meu coração.
    Dilapidou minha paixão
    com essa essência fugaz
    conduziu-me a um precipício de melancolia
    ocultando o encanto da alegria
    que em meu peito aos poucos sucumbia.

    ResponderExcluir
  72. Fábio Nazaro 1° Período de Letras5 de março de 2015 13:32

    Professor Admmauro criei um Haicai em sala de aula, porém, fiz alguns ajustes e vou colocar os dois aqui.

    "Seu amor dói.
    Dentro do meu peito
    Esse árduo sentimento corrói".

    "Seu amor dói.
    Esse árduo sentimento
    Meu coração corrói".

    ResponderExcluir
  73. Lázaro Roberto 1°período de letras6 de março de 2015 17:20

    Inspiração.
    Entendo, que pode ser algo talvez consciente ou, quem sabe, do nosso inconsciente. Sabe-se apenas que é uma força ainda desconhecida que aparece de repente na mente, na condução ou até mesmo quando estamos dormindo. Não dá para defini-la usando simplesmente as palavras, pois, ela é mais do que palavras :é puro sentimento. Também podemos dizer : que a inspiração na arte, ou qualquer criação não vem só da cabeça. Mesmo que ele não tenha a exata consciência disso, mas, histórias de grande parte do que ele já viu, ouviu ou leu. (Meu pensamento)

    ResponderExcluir
  74. Lázaro Roberto 1°período de letras6 de março de 2015 17:47

    Copo de leite
    De beleza sem igual
    É um deleite.

    ResponderExcluir
  75. Fábio Nazaro 1° Período de Letras7 de março de 2015 12:25

    Professor na aula de ontem (06/03/2015) levantei a mão pra falar o que eu achava sobre a "inspiração", mais não tive coragem de dizer a minha opinião então decidi comentar aqui o que eu penso a respeito de inspiração, motivação e técnica.

    A inspiração gera a motivação que se une a técnica, ou seja, algumas pessoas precisam desses três elementos para criar algo, como: Poema, crônica, verso etc. Chamamos de inspiração a ideia que surge na mente, por exemplo: Ao ver uma árvore ele (a) se encanta pela divindade e diz: "Vou compor algo sobre essa árvore". Dessa forma, a motivação entra em cena fazendo com que o escritor tenha interesse em iniciar um texto. A técnica começa quando ele(a) encontra uma forma diferente, porém, prática para a criação.

    ResponderExcluir
  76. Lembro como hoje da aula mais debatida que tive em Teoria da Literatura I (2011.1): “Inspiração X Domínio da Técnica”. O professor Admmauro defendia com muita seriedade que inspiração não existe e que os poetas fazem o bom uso do domínio da técnica (aliada à motivação) para compor seus versos. Eu demorei para aceitar isso. Talvez eu tenha sido a aluna que mais questionou essa questão, pois já tinha minha opinião formada. Era inconcebível para mim que um poeta fosse capaz de escrever um verso sequer sem ter a inspiração como parceira. Porém, quem procura acha. Comecei a procurar. Melhor dizendo, eu comecei a observar Admmauro enquanto ministrava suas aulas. Uma coisa é ter um professor de literatura, outra coisa gritantemente diferente é ter um professor de literatura que é poeta. Algo muito comum nas aulas dele são os poemas que ele cria ali, na hora, no calor da situação. Ele anda pela sala calmamente e a cada passo dado, um verso surge...
    Comecei a analisar isso e concluí que ele estava certíssimo: “Isso não pode ser inspiração. Não é possível que ele esteja inspirado em todas as aulas. Todo professor sabe que existem dias que não há ‘inspiração’ nem para dar uma aula, quanto mais criar poemas e mais poemas durante elas”. Foi quando eu comecei a enxergar a técnica com outros olhos. Quando ele rimava com facilidade, ele estava utilizando esse recurso. Como garante uma das regras da educação física: “A excelência quem faz é a prática”, ou seja, a técnica utilizada em tantos anos de parceria fez com que ele alcançasse a excelência nessa arte.
    O tempo passou e me provou que a técnica faz-se presente na criação de um poema quando eu resolvi escrevê-los. Vital Corrêa entra nessa outra fase, quando me falou: “Gosto de escrever quando estou com raiva. O ID fala mais alto!”. Deixo essa questão para quem defende a inspiração: Será que raiva e inspiração andam juntas? Raiva com técnica eu sei que andam porque Vital é um exemplo disso. Resolvi experimentar essa dica vitalina. Num dia bastante cruel, eu peguei uma caneta e um papel e comecei a escrever. Dessa “raiva técnica” saiu um dos meus poemas favoritos (Sequosamente Rendida). Naquele momento, tudo o que não havia em mim era inspiração, mas uma motivação provocada por Vital (e pela raiva!). Foi somente colocar a técnica para funcionar.
    Recentemente tive outra prova. Ela veio com um desafio admmauriano: “Escrever um poema tendo como ‘inspiração’ uma margarina”. Deixo mais uma questão para os defensores da inspiração: “Há essa possibilidade de alguém sentir-se inspirado por um pote de margarina?”. Eu fiz o poema (Mulher margarina) sem sentir essa inspiração. Tive a motivação do desafio proposto pelo meu professor e utilizei a técnica para vencê-lo. O meu objetivo nos versos desse poema foi deixar o leitor confuso ao ponto de questionar-se: O eu-lírico fala sobre a margarina? Sobre uma mulher? Ou sobre uma mulher que encontra-se constantemente derretida (como uma margarina) pelo homem amado?
    Durante essa criação, eu estava com uma caixa de margarina ao meu lado e olhando com frequência a sua composição para encaixá-la nos versos. Depois misturei algumas qualidades femininas para que a “confusão” se fizesse presente na cabeça do leitor com as minhas metáforas. Uma das estrofes diz o seguinte: “Sinto muito / demoraste demais / no pote não encontrarás mais / nem os vestígios dos meus olhos vegetais”. Na verdade digo que no último verso, ao invés de “olhos vegetais”, poderia ter sido “óleos vegetais”, mas se eu tivesse escrito “óleos”, daria a certeza para o leitor que o poema falava sobre uma margarina (e só). Então eu escrevi “olhos” que soa parecido e coloca a presença da dúvida no leitor. Fiz isso no poema inteiro e mais uma vez testifico que a inspiração não estava comigo enquanto eu escrevia sobre uma margarina. Por todas essas razões, afirmo que a motivação, a técnica e o poeta compõem a tríade de um poema.

    ResponderExcluir