16 de janeiro de 2017

6 de janeiro de 2017

LIÇÕES PARA UM NOVO TEMPO


Admmauro Gommes
Poeta, cronista e professor de Teoria Literária
admmaurogommes@hotmail.com

Vivemos em um tempo marcado por ilusões e cheio de armadilhas que nos apontam para um falso sucesso. Por pouco que se tenha, muita gente tem muito mais do que precisa e, mesmo assim, está insatisfeita. É a velha confusão que se faz entre o ter e o ser, como situação indispensável para viver em harmonia consigo mesmo.   
Lutamos em vão contra a sociedade de consumo e, vez por outra, estamos lhe servindo de garoto propaganda, iludidos por um algodão-doce, em nome da felicidade, que logo se derrete. Quando pensamos que não, divulgamos uma marca ou um produto em detrimento da qualidade de outros que lhe superam. E ficamos meio perdidos a respeito do real valor das coisas. Desejamos o percurso mais cômodo, pelo fascínio midiático. Por isso, apostamos na loteria e fazemos simpatia. E mais: acreditamos como um tolo na primeira oportunidade que nos surge para ficar ricos. Dessa vez é diferente! E nos iludimos de novo. 
Então, para começar uma nova fase da vida, resolvi escrever as linhas seguintes, como se eu estivesse dizendo para mim mesmo, para que não me esquecer.
Aprendi muitas coisas como ir além das aparências. Que no jogo da vida (por ser jogo) há sempre um árbitro desleal. Que há um preço para tudo. Meu avô dizia que o velho paga os pecados da mocidade. A conta já está chegando! E mais: uma cortesia pode esconder tarifas imensuráveis. Assim, não existe almoço de graça. Às vezes, um conhecido lhe dá uma refeição e parece não custar nada mas, no mínimo, depois tem que lavar os pratos... Um banquete na casa de um amigo é pago com outro banquete, sempre de uma forma melhorada, com juros impostos pela gratidão. Para não escorregar de novo, deve-se desconfiar das promessas de conquista e de prêmios sem nenhum esforço.
Dinheiro fácil, por exemplo, eu nunca vi. Disseram-me, certa vez, que dinheiro só vem antes de trabalho em um único lugar: no dicionário. Assim, o percurso mais difícil pode ser o mais demorado, embora todos entendam como o mais correto. “Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva” (Bertolt Brecht). Esta é a estratégia do rio para chegar ao mar: desviar-se do mal caminho. É da luta que vem a vitória e esta só tem valor quando se triunfa pela garra. O que se consegue sem suor, se desperdiça com frouxidão. 
Aprenda distinguir ‘presente’ de ‘esmola’. Esmola é quando você necessita de alguma migalha para sobreviver; presente é o que recebe sem precisar e não tem que dar algo como paga. Se der, passa a ser moeda de troca e termina-se pagando um valor pelo que de graça recebeu. Também não se deve acreditar na mágica de fazer dinheiro do nada. Aliás, aquele dinheiro do mágico é falso. Então trabalhe. Trabalhe duro, mais do que os outros, se quiser estar na frente de seus competidores. Espero ter aprendido.


31 de dezembro de 2016

POR QUE CLAMAMOS POR MUDANÇAS?


ACESSE E LEIA A VERSÃO N JORNAL:
http://www.folhape.com.br/folha-digital/edicao.aspx#page/8


POR QUE CLAMAMOS POR MUDANÇAS?
Admmauro Gommes
Poeta e professor de literatura
admmaurogommes@hotmail.com
               
Somos dependentes da intuição e das crenças internas bem mais do que imaginamos. Quando mentalizamos que se inicia um novo ano, por exemplo, absorvemos com facilidade a ideia de que tudo será melhor. Mesmo diante de uma crise conjuntural enorme, desprezamos as dificuldades e apostamos na etapa que se inicia. Para uns, é questão de força de vontade, para outros, fuga do real. Verdade seja expressa: quando se acredita e parte para a resolução do problema, muita coisa positiva pode surgir. 
Se pensarmos que os mesmos entraves continuam, eles permanecerão, não por sermos supersticiosos, mas porque todos os movimentos que realizarmos terão como alvo a solução ou o entravamento. Neste último caso, torna-se obscura qualquer projeção e nada acontece de bom, pois a mente bloqueia as palavras e as ações. Mais do que mero exercício imaginativo, algo realmente se concretiza. Nosso corpo possui uma comunicação intracelular impressionante, e a inovação começa dentro de nós, na corrente sanguínea, depois ganha força e forma, e torna-se realidade.
Por mais que alguém ignore, transformações constantes acompanharão o ser humano, por toda a vida. Biologicamente, somos renovados diariamente. A pele se renova a cada trinta dias. Deste modo, nossas células se mantêm em um contínuo ciclo de renovação. Não é à toa que “98% dos átomos presentes no interior das moléculas que compõem as células do corpo humano são renovados anualmente através do ar que respiramos, dos alimentos que ingerimos e dos líquidos que consumimos” (RINCON1). Sem perceber, estamos sendo mudados, o tempo todo. Este fato nos projeta também para um campo de alteração emocional, física e existencial, deslocando a visão de mundo, crenças e costumes, e o desejo de novidade pode ser indicação de uma inconsciência instintiva.
O que é difícil realmente para que acreditemos é que o novo nascerá sempre do velho, como borboleta que sai de um desprezível casulo. Isso nos perturba muito, diante das evidências e constatação de que tudo pode ser alterado, de uma hora para outra. Sem a mínima noção, expomos externamente o que por dentro já foi reprogramado. Aceitar que tudo pode ser diferente, nos encanta. Que bom que é desse jeito! Durante a existência, morte e vida nem sempre serão severinas. Assim, temos a permanente necessidade de renovação, como reconstituição natural. Não ter coragem para escolher outro rumo ou meta pode ser um problema. Porquanto, quando um ano se inicia, surge grande oportunidade para testar novos caminhos.
E aí? Você está pronto para se renovar e renovar o mundo? Quem sabe, o momento pode ser agora. Quem pensa em mudar de situação e não muda, no mínimo, está pensando de forma errada.
______________________

1RINCON, Maria Luciana. É verdade que as células do corpo humano se renovam a cada 7 anos? Disponível em: http://www.megacurioso.com.br/corpo-humano/44648-e-verdade-que-as-celulas-do-corpo-humano-se-renovam-a-cada-7-anos.htm

24 de dezembro de 2016

UM ABRAÇO DE NATAL

Admmauro Gommes 
                       
Eu trocaria 
todas as mensagens de Natal 
que recebi, via celular 
por um abraço. 

Um abraço sincero. 

Um abraço amigo 
de quem esteve 

o ano inteiro comigo 
e nunca me abraçou. 

E que fosse 
não um texto frio nascido da mídia 
dessentimentado
reenviado de alguém 
que enviou uma cópia da cópia 
sem emoção 
mas que surgisse das palavras 
que vivem no coração. 

Isto teria muito mais de Papai do Céu 
e menos de Papai Noel. 

2 de dezembro de 2016

YAMANDU COSTA - um poema


YAMANDU COSTA 
(poema de Admmauro Gommes)

Yamandu não é pessoa
é instrumento que se toca
pelos dedos assanhados
e cabelos ritmados. 

Se fecha os olhos
um mundo se abre
infinito transe em breve viagem. 

Não fala palavra mas tudo se diz. 

Vai tocando a vida    
brincando de ser feliz. 

22 de novembro de 2016

PALESTRA NA FACIP



O Professor e poeta Admmauro Gommes discute o tema a partir do pensamento de Howard Gardner, psicólogo cognitivo e educacional, ligado à Universidade de Harvard que, em sua teoria, sugere que todos os indivíduos possuem habilidades para utilizar todas as inteligências, porém algumas podem ser potencialmente determinadas pelo ambiente cultural no qual o indivíduo está inserido.

O evento está sendo organizado pelos concluintes do curso de Administração da Faculdade de Ciências Sociais dos Palmares (FACIP). 

Dia 28 de novembro/2016, às 19:40

9 de novembro de 2016

GEOLOGIA, A CIÊNCIA DA TERRA

Prezado Admmauro, 
Assim como os parceiros Tarek Farah e Pedro, lhe proponho uma tradução em forma de poesia quanto ao entrosamento entre as profissões, primas em primeiro grau: " A GEOLOGIA COM A ENGENHARIA". 
                                         Grande abraço! Patrícia Celeste Lopes

 

GEOLOGIA, A CIÊNCIA DA TERRA
Admmauro Gommes 

Quando estuda a terra e os minerais
A Geologia elabora um prático mapa 
Medindo o solo classifica e destaca 
E preserva os recursos naturais 
Avaliando os impactos ambientais 
Entrega o projeto pra Engenharia 
Esta confirma, abraça e confia
Inventa, desenha e faz projeção
E logo se ergue uma construção 
Seguindo os passos da Geologia. 

                         

5 de novembro de 2016

O PREÇO DAS COISAS E DAS PESSOAS

Admmauro Gommes
Poeta, cronista e Professor de Teoria Literária da FAMASUL/Palmares/PE
admmaurogommes@hotmail.com

Há quem diga que todos têm um preço, no entanto, nem todos dispõem da quantia que se cobra. Que isso não tenha completa aprovação, mas mantém grande proximidade com o que acontece no campo das relações humanas, nas permutas sociais. Este entendimento reforça a ideia de que, no shopping da vida, tudo tem etiqueta e valor de comércio. A cédula, no entanto, varia, ou não está acessível a quem deseja comprar. 
Existe até quem se coloque em promoção, por alguns centavos (Judas vendeu-se por trinta moedas), enquanto que outros dizem não ser mercadoria e por isso não estão negociáveis, consideram-se mais importantes (mais caros) que os demais. Eles mesmos enaltecem sua cotação. Em determinadas circunstâncias, fazem acordos estranhos que, ao final, requerem uma espécie de quitação. Isso, no âmbito social (e não no financeiro), responde pelo nome de gratidão ou lealdade. Uma das faturas mais altas que se impõe, na atualidade, é da palavra empenhada, em ser um ‘homem de palavra”. Manter a honestidade e a honra tem sido motivo de cobranças e juros abusivos diante de uma sociedade que fragmenta os valores tradicionais.
A dedicação de uma vida inteira a uma causa não é um preço? Quem passa toda a sua existência defendendo uma bandeira, também não tem seu peso aquilatado? Quanto pagou Sócrates por defender suas ideias? Preferiu tomar cicuta, bebida mortal, a ser envenenado pelos posicionamentos contrários à sua filosofia. 
Mas nada se compara ao preço de cruz que Jesus pagou, mesmo recebendo ofertas estrondosas no pináculo do Templo, quando a ele foi oferecido o mundo inteiro, bastando que Cristo adorasse a Satanás. Nestes dois casos, existe uma quantia moral e espiritual muito elevada sobre os ilustres nomes, aqui citados, porquanto, não havia cifra terrena que pudesse lhes convencer do oposto às suas convicções. Só eles continham em si a moeda de resgate. É por isso que muitos cristãos afirmamos ser comprados pelo sangue do Cordeiro. Como dizem as Escrituras, isso foi pago.
Quando há paga, há recebedor. Ainda assim, existem coisas que possuem uma valia enorme, objetos de herança, que não se permutam nem pelo dinheiro do mundo todo. Mas representam um bem inestimável, aos olhos do proprietário. É o que acontece com muitas pessoas, que são donas de seu próprio valor, mesmo que este seja incambiável. Diremos, por fim, que muitos, por terem um caráter inabalável, não estão sujeitos a “uma taxa de câmbio fixada pelo governo.” Estes carregam, em si mesmos, uma fortuna inegociável.


Texto publicado no site NOVA MAIS (2/11/16)



1 de novembro de 2016

ESPANTANDO A CRISE

Admmauro Gommes
Poeta e professor de literatura
admmaurogommes@hotmail.com

Não dá para esconder os fatos e seus efeitos quando um momento de crise assola o país. Isso deixa toda a sociedade em pânico, furtando-se das forças necessárias para reconstrução do presente e projeção do futuro. No entanto, a maneira de encarar os desafios pode fazer toda a diferença. Escolher o lado da luta faz parte da estratégia para vencer. 
Por exemplo, numa época em que muita gente chora com facilidade, oportuno é abrir uma fábrica de lenços. Em uma cidade em que é precário o fornecimento de água potável e nas torneiras só aparece lama, em vez de reclamar, uma pessoa habilidosa torna-se vendedora de água, utilizando-se de caminhão-pipa ou até mesmo de um burro de carga. O importante é lutar com as forças que se tem, enquanto se pode. 
Certa vez, um aluno dormiu na sala de aula, no momento em que o professor colocava no quadro uma questão de matemática de difícil resolução. Enquanto escrevia, ia alertando que a questão era muito complicada e que ninguém havia resolvido nas turmas em que lecionou. Naturalmente, nenhum dos estudantes encontrou a resposta certa.  Quando o aluno que dormia se acordou, e viu a questão do quadro, respondeu de imediato. Foi o único da sala a encontrar o resultado. Aí, o mestre indagou: Você não ouviu quando eu disse que era difícil a questão?  Desculpe-me professor, disse o aluno, eu não ouvi o senhor falar sobre as dificuldades por isso meti a cara e respondi.
Quando não se conhece o problema, é como se ele não existisse. É o caso também de uma senhora que morava na zona rural, bem distante da cidade. Em uma oportunidade, perguntaram-lhe sobre a crise. O que é crise? Não sei bem o que isso? A mulher ficou confusa com esta palavra estranha ao seu vocabulário. E continuou: Porque aqui onde eu moro, todas as coisas permanecem do mesmo jeito, eu levanto cedo e sempre tem coisa para fazer. Desde o tempo da minha avó é assim. As galinhas continuam pondo, a lavoura que eu planto arranco no tempo certo, os bodes e as cabras continuam reproduzido e o leite da minha vaquinha ainda tem o mesmo sabor. Você pode me explicar o que é mesmo esse negócio de crise? 
Na verdade, não é só ignorar o obstáculo que ele desaparece. Mas enfrentá-lo com entusiasmo é fundamental. A maneira de avaliar a crise é outro ponto a ser entendido e apresenta-se de modo positivo ou negativo. Se alguém não vê possibilidade de resolução a curto prazo, com certeza, a curto prazo não virá a solução para o problema. O otimismo apressa a saída do túnel. Diante do impasse, estamos acostumados com a impossibilidade de ultrapassar as barreiras e aprendemos que se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Na verdade, o dito popular está incompleto: Se lutar o bicho pode fugir. 


Publicado no Jornal FOLHA DE PERNAMBUCO (1/11/2016)

29 de outubro de 2016

DICAS SOBRE O ENEM


Esteja bem informado
A redação do Enem é sempre estruturada de forma a produzir um texto dissertativo-argumentativo sobre um tema, proposto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educaionais (Inep), ligado à atualidade. Por conta disso, procure estar atualizado com o conteúdo dos grandes veículos de imprensa, em especial, as discussões sociais e políticas do momento, no Brasil e no mundo.

Lembre-se das competências
Na hora de entrar para fazer a prova, é importante que o candidato ou a candidata tenha, fresca na memória, a estrutura básica de um texto dissertativo-argumentativo. Mas quem quiser ter certeza de estar pensando em tudo, deve também tentar decorar os critérios dos avaliadores, para se assegurar que não há distanciamento entre o que eles esperam de você e o que seu texto entrega:

Domínio da norma padrão da língua escrita.
Compreensão da proposta.
Capacidade de organizar e relacionar informações.
Construção da argumentação.
Elaborar proposta de intervenção ao problema exposto.

Não se preocupe apenas com a ortografia
O cuidado com a ortografia é sempre muito importante (evite repetições, revise sua escrita e tome cuidado com o que colocar no papel, final, o exame todo deve ser respondido à caneta preta), mas não é o único detalhe que pode custar pontos na hora da escrita. Para se garantir no domínio da língua escrita é imprescindível demonstrar:

Domínio da pontuação (variedade de pontuação bem empregada).
Riqueza de vocabulário.
Tom formal, fugindo dos recursos da oralidade.
Uso de termos específicos para a temática.
Domínio das relações sintáticas, unindo orações de forma a fazer sentido e construir um pensamento mais complexo, enfático.
Uso correto dos pronomes relativos, como que, do qual, da qual, à qual, a quem etc.
Respeito às normas de regência verbal e nominal, atentando-se ao emprego da crase, por exemplo.

Não fuja ao tema proposto
Todo ano, um tema referente à atualidade é eleito como central à redação do Enem. É a partir dele que os inscritos no exame devem desenvolver um pensamento argumentativo e, para que isso seja feito com sucesso, é extremamente importante que não se perca o foco em relação à proposta original. Para isso:

Seja direto: não enrole para abordar o tema, pois isso facilita o desvio da discussão.
Empregue conhecimentos de outras áreas que sejam pertinentes à proposta de redação.
Demonstre sua opinião pessoal sobre o assunto, apoiando-a em fatos atuais ou referências teóricas como grandes pensadores ou até produções culturais de relevância.
Sintetize o que foi elaborado em uma proposta de solução voltada à problemática central do tema abordado. Seja claro e conciso.

Faça uma boa introdução
O cartão de visitas do seu texto tem de ter de tudo um pouco: apresentar o contexto do tema, oferecer uma visão geral do que será abordado no texto e mostrar sua relevância e atualidade por meio da citação de casos recentes.
Além disso, ele deve interessar o leitor na sua redação. Uma boa ferramenta para isso pode ser destacar a questão central à problemática do tema abordado já no primeiro parágrafo, inserindo nele uma pergunta a ser respondida pelo texto.

Faça com que seu texto chame a atenção do avaliador
Cada avaliador do Enem corrige, em média, 74 redações por dia. Isso faz com que ele desprenda aproximadamente 6 minutos para cada texto, o que pode fazer a diferença se sua redação tiver aquele "algo a mais". Mas como consegui-lo?

Siga ao máximo o padrão e estilo do texto dissertativo-argumentativo. Não é hora de inventar moda, afinal, a maior parte dos avaliadores deve valorizar uma conformidade com modelos.
Evite ao máximo erros gramaticais graves (e tente revisar para evitar aqueles deslizes de caligrafia também).
Faça com que seu texto chame atenção de alguma forma. Avaliado entre outras 74, sua redação pode ser aquela que conquista realmente o avaliador, caso tenha um diferencial característico.

Textos de apoio: eles podem te salvar
Acredite: eles não servem só para te dar alguns argumentos de última hora. Os textos de apoio, além de servirem como inspiração, são como guias para a perspectiva de reflexão esperada pelos avaliadores. Por meio de uma boa interpretação deles, é possível inferir de onde deve partir uma argumentação e como ela deve ser sustentada pelo inscrito.


Fonte: