17 de setembro de 2016

A FORÇA QUE O VOTO TEM

            Admmauro Gommes

Eis que se ouve um clamor 
a voz dos desesperados. 
Não só clama por justiça 
quem já foi injustiçado. 

Clama quem sente na pele 
o que no outro se inflama 
clama quem sofre a dor 
da alma que é humana. 

Como não querer olhar 
aquele que estende a mão 
porque lhe falta a saúde 

porque lhe falta o pão? 

Enquanto isso, estampam 
cada dia, os jornais: 
desvio na educação 
e verbas dos hospitais. 

E eu que não sou governo 
sou um simples cidadão 
o que faço com meu voto 

no dia da eleição? 

Eu vou atrás de promessa? 
Vou atrás de falsidade? 
Ou voto numa proposta 
pra salvar minha cidade? 

Como poder vem do povo 
para ele se construa. 
Eu peço aos governantes: 
ouçam o clamor da rua. 

De lá vem o sofrimento 
a fala do esquecido 
a voz de quem não tem voz 

o grito do oprimido. 

Se o eleitor soubesse 
a força que o voto tem 
salvaria o país 

apenas votando bem. 



ASSISTA AO VÍDEO 
A FORÇA QUE O VOTO TEM :

12 de setembro de 2016

MÚSICA EM JAQUEIRA

RECORTES DA MUSICALIDADE DE RICARDO GUERRA

Depoimentos de Admmauro Gommes, Silvio Júnior, Manoel de Andrade, Floriano Filho, Wilson Santos, José Rodrigues, João Constantino e Caio Lima.

Participações especiais: Tiago Vasconcelos e Floriano Filho.


Veja o vídeo

Ricardo Guerra (poeta, historiador, professor universitário e músico)

























3 de setembro de 2016

ADMMAURO GOMMES NA FLIPO 2016


Assista à palestra:
https://www.youtube.com/watch?v=YRkVK25HOsM   

O poeta Admmauro Gommes participou da FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO DE IPOJUCA (FLIPO) – 2016. 

Na condição de palestrante, o pernambucano, radicado em Palmares, autor de mais de trinta obras, tratou do tema “Fundamentos da poética contemporânea.” AG é professor de Teoria Literária e Literatura Brasileira, há mais de duas décadas, na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul - FAMASUL. Recentemente, publicou o livro “Fernando Pessoa e o mar
















Local da palestra: Palco Estação do Sol - Salão de Convenções da Pousada Estação do Sol, rua da Praia, Merepe II, Porto de Galinhas, Ipojuca. 
O evento aconteceu às 15h de 3 de setembro.



28 de agosto de 2016

23 de agosto de 2016

XEXÉU AVANÇA CADA VEZ MAIS EM EDUCAÇÃO

                                                                                            Por Admmauro Gommes
A Secretaria Municipal de Educação de Xexéu (SEMED) consegue incentivar alunos e professores de uma maneira cada vez mais eficiente. Desta feita, vivencia o Prêmio Aluno Inventor 2016, e movimenta todas as escolas ao mesmo tempo que integra a comunidade estudantil, em torno do conhecimento.
O prêmio é uma iniciativa da SEMED.  O Prefeito Eudo Magalhães, o Secretário de Educação, Antonino Matias, e todos os profissionais da SEMED, estão promovendo uma educação de qualidade e diferenciada. Além de participar dos exames nacionais que aferem a qualidade do ensino, o município também incentiva a produção dos alunos e utiliza-se de avaliações internas da aprendizagem no âmbito da Semed. 
Enquanto muitas cidades não conseguem sair do tradicionalismo, em educação, Xexéu avança mais uma vez quando institui uma premiação à criatividade estudantil. Isso produz escolas vencedoras e alunos campeões. Estiveram presentes, nesse acontecimento cultural, o Vice-prefeito Noé, Antonino Matias e o secretário de Finanças, Max. 
      A entrega do prêmio aconteceu na tarde de hoje (23/8), do Clube Municipal, com grande participação de toda clientela docente que demonstrou grande interesse na aprendizagem e nos eventos que envolveram experiências de robótica, química e invenção de objetos utilitários. Deste modo, estão de parabéns todos que fazem a Educação de xexeuxense.

15 de agosto de 2016

A REINVENÇÃO DO VERSO


Admmauro Gommes volta a defender o uso mais profundo da metáfora, o que chama de hipermetaforização do literário. Desta vez, aproveita fragmentos de uma conversa que teve com o senador Cristovam Buarque e discute os conceitos de metáforas, neologismos e reinvenção do poético.

Admmauro Gommes, Cristovam Buarque e Agenor Gomes

Veja o vídeo da conversa:

www.youtube.com/watch?v=OExEzHTtVj0&feature=youtu.be








9 de agosto de 2016

CONCEITO DE LITERATURA

"Literatura é a arte da palavra sempre carregada de muitos significados. Moldada pela invenção, constrói mundos paralelos ao real e investiga, de maneira simbólica, a vida de todo e qualquer ser humano, através do prisma metafórico de um autor. Particularmente, acredito que seja fuga constante, para um mundo possível, mesmo que isso só aconteça no âmbito da imaginação. Enfim, é a arte que se reveste de esperança, ainda quando delineia o caos." 
A. Gommes, Palmares, PE, abril de 2016.

7 de agosto de 2016

VÍDEOS DE LITERATURA

Assista aos vídeos

A HIPERMETAFORIZAÇÃO DO LITERÁRIO em



NERVOS DE AÇO - POEMA DE LUPICÍNIO RODRIGUES 
comentado por ADMMAURO GOMMES



TERNURA de VINÍCIUS DE MORAES



ADMMAURO GOMMES RECITA
DOIS POEMAS DE MURILO MENDES



DOIS MORCEGOS
POEMAS DE AUGUSTO DOS ANJOS E DE ADMMAURO GOMMES




14 de julho de 2016

DEZ HAICAIS DE ADMMAURO GOMMES


Tornei-me estático. 
O rio da minha aldeia
parou de correr.

Sensibilidade
é ver o vento e a rosa
e sentir ciúme. 


Por preço de aroma
aquele que planta rosas
afaga os espinhos.

Outono chegando.
Saio de meu esconderijo
e invento flores. 


Eu li nas estrelas.
Mesmo sem tua esperança
o sol vai brilhar.

É cedo da noite.
O vento bate no outono
bem tarde da vida. 
 


Ah! Doces espinhos.
Velhas flores da saudade
tudo à flor da pele.

Tudo recomeça
ao cair do primeiro orvalho.
É ressurreição. 


Coisa reluzente:
um dedo risca o céu.
Estrela cadente?

Na noite perdida
achei um lençol de luz.
Era madrugada. 


29 de maio de 2016

POR FALAR EM SAUDADE

Admmauro Gommes - contracapa de A solidão foi embora (1987)

por Admmauro Gommes, poeta, professor de teoria literária admmaurogommes@hotmail.com

“E por falar em saudade, onde anda você?” Do início da letra desta canção de Toquinho, Vinicius de Moraes e Hermano Silva até chegar em “Quando eu me chamar saudade...” verso de Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho, imortalizado por Nelson Gonçalves, o nosso cancioneiro popular está cheio de um sentimentalismo saudosista. Na verdade, todo mundo sente saudade, em algum momento da vida. Quem já não se surpreendeu cantarolando “Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor...” (Meu primeiro amor de Hermínio Gimenez) tantas vezes regravada por grandes intérpretes da MPB?
Mas, de onde vem mesmo a palavra saudade? Dizem que é uma invenção da língua portuguesa ou, para os mais ufanistas, originária do Brasil. É que a nossa exaltação à Pátria exagera-se pra lá das contas! Já ouviu alguém dizer que Deus é brasileiro? Pois bem! Até o Papa Francisco, em conversa descontraída com jornalistas no Rio de Janeiro, brincou, ao demonstrar conhecer o referido dito: “Se Deus é brasileiro, pelo menos que o Papa seja argentino!” O nosso exagero eleva-nos à condição de maiores em tudo, até de criar a palavra que define a lembrança da ausência. Os negros africanos, arrancados à força de sua terra natal, sentiam uma ‘coisa’ chamada de banzo, espécie de nostalgia mortal. Traduzindo: uma saudade extrema. 
Porém, para não ficar no disse-me-disse, sobre a fonte da saudade, recentemente, a professora e pesquisadora Edilene Almeida, da Famasul, conseguiu encontrar resposta para esta questão. Segundo ela, “Saudade não tem origem brasileira.” Em sua pesquisa, confirmou, ainda, que a palavra vem do latim, de solicitude, até se transformar em saudade." Eis a sua explicação: "Veja o processo de modificação do latim ao português: Solitude – inis: solidão pela falta de algo; Solitas – atis: vazio de não ter, isolamento, solidão. Do latim clássico ao latim vulgar houve essas transformações: Solitas –atis > solitate > soledade > soedade > soidade > saudade.”
Explica detalhadamente a douta professora que “Se a vogal intertônica era e precedida de l, o l caiu no latim vulgar tardio ou no período primitivo do português, como: soletatem > soidade, gerando no latim vulgar saydade, suidade, soidade, soedade, sodade e no português padrão saudade – lembrança de algo que não mais se tem.” (A Origem da palavra "Saudade” (www.famasul.edu.br - 06/05/2016).
Destarte, a ‘solitude’ está tão impregnada em nossa memória que os versos de Casimiro de Abreu parecem gravados em cada um de nós: “Oh! que saudades que tenho/ Da aurora da minha vida/ Da minha infância querida/ Que os anos não trazem mais!” Como definiu a mestra, “lembrança de algo que não mais se tem.” De uma forma mais estranha, considerou Chico Buarque: “Leva o vulto teu/ ... é o revés de um parto/ ...saudade é arrumar o quarto/ Do filho que já morreu.” Antes, Chico compreende que “É pior do que o esquecimento.” Em síntese, é o que fica do que passou.