3 de março de 2015

INSPIRAÇÃO

INSPIRAÇÃO OU DOMÍNIO DA TÉCNICA?

Nesta quarta-feira (4/3/15) 
suspendemos as atividades do minicurso 
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO TEXTUAL. 
Motivo: Haverá uma palestra na Biblioteca da Famasul para os alunos deste minicurso.

Voltaremos na quinta (5/3/15).

ENQUANTO ISSO, 
PUBLIQUEM LOGO ABAIXO (EM COMENTÁRIOS) 
OS HAICAIS PRODUZIDOS EM SALA DE AULA

INSPIRADO POR MARGARINA
Sobre a polêmica se existe inspiração ou não, provoquei os alunos de um minicurso na FAMASUL (02/03/15) instigando-os a criarem um poema a partir da “inspiração” obtida em um rótulo de margarina, onde se lê “contém aromatizante sintético idêntico ao natural." Eu criei o meu texto e aguardo a produção literária deles e de quem se aventurar neste desafio.


IDÊNTICO AO NATURAL
Admmauro Gommes


O teu amor contém
aromatizante sintético idêntico ao natural
como fórmula 
da margarina
da amarga rima
que de artificialidade
inflama o coração
cansado de saudade.
Na verdade
nenhuma verdade se publica
nas embalagens industriais
apenas a propaganda 
inventa amores artificiais.
E por não substituir o que trago no peito
e por teus afagos poli-insaturados
o nosso trato está desfeito.



SARAMAGO: EU NÃO SEI O QUE É A INSPIRAÇÃO
Eu não sei o que é a inspiração. (...) imaginemos que eu estou a pensar determinado tema e vou andando, no desenvolvimento do raciocínio sobre esse tema, até chegar a uma certa conclusão. Isto pode ser descrito, posso descrever os diversos passos desse trajeto, mas também pode acontecer que a razão, em certos momentos, avance por saltos; ela pode, sem deixar de ser razão, avançar tão rapidamente que eu não me aperceba disso, ou só me aperceba quando ela tiver chegado ao ponto a que, em circunstâncias diferentes, só chegaria depois de ter passado por todas essas fases. 
SARAMAGO, José. In:Diálogos com José Saramago. 
Disponível em: http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200905051500.

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Texto transcrito de um e-mail:


Admmauro Gommes
Caro Poeta Admmauro Gommes, começamos este poema via internet, mas não o findamos. Vamos fazê-lo juntos? Abraços. Riccardo Guerra.

Poema quase pronto [Admmauro e Riccardo] Via INTERNET.
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Um dia, recebi umas fotos enviadas por Riccardo Guerra (RC) de sua terra natal, Jaqueira. Querendo homenageá-lo pelo grande amigo que sempre foi e é, compus os versos seguintes. Depois ele me respondeu. A minha estrofe não tem nada de inspiração. Apenas olhei as fotos e como quem descreve apenas o que vê, arrumei as rimas. A parte dele (RG) deve ser fruto da inspiração. Eu pelo menos não vejo diferença na qualidade dos textos e nem preciso “dela”.


AG - Só na feira de Jaqueira
há um mundo cheio de graça:
carne de sol, macaxeira
e manteiga de garrafa. 
Lá a vida é verdadeira
e a tradição não passa
tem fruta de todo fruto
e um caminhão de matuto
brindando a velha cachaça.

RG - Só na feira de jaqueira
Tem violeiros em desafio
Que emociona e dá arrepio
Em ouvi-los improvisar
Tem vivente de todo tipo
Que acabou de chegar.
A maior parte vem a pé
Ou num burrico qualquer
o importante é feirar. 

Riccardo Guerra
Embora Riccardo Guerra diga: “Preciso da minha "amiga inspiração para escrever”, eu afirmo que só necessito da vontade e do conhecimento/técnica para fazer um poema. Aliás, bem disse Saramago: “Eu não sei o que é a inspiração.”
“Essa tal da inspiração, mesmo sem existir, me causa mais confusão.” - Admmauro Gommes (AG).
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SOBRE A INSPIRAÇÃO, ESTÃO DIZENDO QUE...


1. “...pois é quando estamos com a alma calma, em sossego e "Desconfiar da inspiração" porque é a motivação e até a intuição com domínio da técnica que nos faz produzir um poema.” Josiette Silva. 3º período/Letras, 30 de abril de 2012.


2. “...  para se fazer um bom poema e, este se transformar em poesia, o poeta tem que ter INSPIRAÇÃO, com todas a letras e os sentidos em maiúsculas. – Ricardo Guerra - Jaqueira Histórica, 1 de maio de 2012.


3. “Inspiração é o motivo pelo qual muitos acreditam escrever, mas na realidade quem escreve bem tem o domínio da técnica.” – Carla Cristina. 3º Período de letras, 1 de maio de 2012.


4. “Sem a Técnica é impossível dizer coisa com coisa. A Inspiração praticamente não existe, é abstrata, apenas faz parte da Técnica.” Felipe Silva. 1° período de Letras, 1 de maio de 2012.


5. “Quando consideramos técnica dentro da Arte, não é necessariamente um aprendizado colhido na escola, no meio acadêmico, mas uma teoria vivenciada na prática. E teoria todo artista possui, naturalmente, ao lado da técnica que se desenvolveu com o tempo.” - Admmauro Gommes


6. “O poeta é inspiração, a técnica vem a embelezar toda a estrutura, mas de nada seria texto poético sem a inspiração do poeta.” Diego Gomes. 5° Período/Letras - FAMASUL. 7 de maio de 2012


7. “Para começo de conversa, acho a palavra “técnica” um termo muito “concreto” para algo tão subjetivo que é a poesia. A toda imagem poética, a todo poema confere um passado. Isto é, a experiência que a poesia traz consigo independe de técnica.” Karoline Serpa. 8 de maio de 2012



8. “A primeira resposta dada à pergunta “Como você imagina que o poeta faça sua poesia?’’ que havia sido ‘’Tem inspiração’’. Ficou claro, portanto, que, para se fazer poesia, é preciso saber trabalhar com a linguagem, saber explorá-la em todos os níveis: o fonético, o morfológico, o sintático e o semântico.”  - Dieli Vesaro Palma (PUC-SP) e Heloísa Cerri Ramos (Experimental da Lapa/SP).





E você, o que diz?



Participe também deste debate



INSPIRAÇÃO: UM FRASH NA CABEÇA DOS SÁBIOS


A inspiração faz muito mais parte da técnica, mas a técnica não tem nada a ver com a inspiração pois a técnica é o ato de saber se expressar diante da inspiração. a Inspiração é apenas um frash rápido na cabeça dos Sábios. Felipe/1° período de Letras


INSPIRAÇÃO VEM ÂMAGO DE CADA SER


Sempre achei que inspiração é algo intrínseco, do âmago de cada ser pensante, ela vem dos nossos mais profundos sentimentos. Prof. Riccardo Guerra- Jaqueira


PODE-SE TIRAR POESIA ATÉ DO ESGOTO
“O que constrói a radiância de um verso nem é a presença do sol, nem é a presença de uma alma alegre, a radiância de um verso vem das radiâncias letrais. Pode-se dar alegria ao esgoto.” - BARROS, Manoel de. In: Suplemento. l997, nº 21, Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.

INSPIRAÇÃO OU AQUECIMENTO?
“Devemos escrever mais friamente. Desconfiar dessa espécie de aquecimento, que chamam inspiração, e no qual geralmente se produz mais emoção nervosa que força muscular.” - FLAUBERT, Gustave (Apud. NIETO, Ramón. O Ofício de escrever. São Paulo, Angra, 2001).

INSPIRAÇÃO E TRANSPIRAÇÃO
“Talento é 1% inspiração e 99% transpiração.”EDISON ,Thomas. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MTQ4NA/ Acesso: 31.4.12


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26 de fevereiro de 2015

OFICINA: A CRIAÇÃO LITERÁRIA

                Admmauro Gommes – FAMASUL (26 e 27/fev/15)


O que é um texto literário?
Romance, novela, conto, crônica e poema.

“Literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível.” - (Ezra Pound).

PONTO DE PARTIDA

 - INSPIRAÇÃO e domínio da TÉCNICA
- fruto da REPETIÇÃO constante
- invenção: “A vida me força a viver em  
  frontispícios” Maristela Freitas.
 “Néstogas:” Admmauro Gommes      
  “Caetanear:” Djavan

TEXTO 1
“Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina. (...)
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. (...)
Não colhas no chão o poema que se perdeu.”
      (Carlos Drummond de Andrade)

TEXTO 2
“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta”
(Cecília Meireles - Motivo)

TEXTO 3 –
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
         (João Cabral de Melo Neto - Catar Feijão)


RECURSOS: Metáfora/ Anáfora/ Antítese/ Alusão/ 
Releitura/ Onomatopeia...

Para comentar:
PALINÓDIA - Crônica de Roberto de Queiroz
Disponível em:


Referências:
NIETO, Ramón. Ofício de escrever.
GOMMES, Admmauro. Intradução poética.
_________. Para nunca mais dizer adeus.  



25 de fevereiro de 2015

ASCENSO FERREIRA NA FAMASUL

João Constantino ministrou importante e descontraída palestra sobre Ascenso Ferreira, dentro da programação do curso de Letras da FAMASUL (25/2/15). O evento contou com a participação do cantor Zé Ripe e de Admmauro Gommes.

NOITE DE HISTÓRIA, LITERATURA E ARTE PARA O CURSO DE LETRAS DA FAMASUL
Por Caio Lima

Estudantes do primeiro ao oitavo períodos de Letras da Famasul tiveram, na noite de quarta-feira (25/02), aproximadamente duas horas e meia de uma deliciosa aula de História e Literatura. Com dados históricos precisos do professor João Constantino e declamações poéticas do mestre Admmauro Gommes, os discentes conheceram um pouco mais da cultura palmarense, desde o século retrasado até os dias de hoje, e tiveram contato com a poesia originalíssima de Ascenso Ferreira.

Novatos e veteranos reuniram-se na sala de vídeo do curso para presenciar uma verdadeira explanação de história de Palmares e de seu principal nome na Literatura: Ascenso Ferreira, de quem se comemoram em 2015, 120 de nascimento e 50 anos de morte. Através de imagens transmitidas via telão, os professores João Constantino e Admmauro Gommes explanaram parte da vida e obra de um dos grandes nomes do Modernismo brasileiro.

A noite ainda foi premiada com a apresentação musical do cantor e compositor Zé Ripe. Natural de Palmares, ele dedicou parte de sua obra artística a musicar poemas de Ascenso Ferreira, sempre com o objetivo de valorizar a cultura local.






23 de fevereiro de 2015

PALINÓDIA

Uma crônica de Roberto de Queiroz*

O ônibus fazia uma curva e, de repente, o motorista pisou no freio. A causa da súbita freada foi o excesso de velocidade. A curva era acentuada e, para fazê-la, era preciso reduzir a velocidade antes da placa indicadora, cuja marca era de 20 Km/h. Mas acredito que o motorista passou desatento a tal indicação, pois o ônibus ia a aproximadamente 60 Km/h.
Roberto de Queiroz
Era inverno. E, por causa da chuva, que aterrissara sobre a pista durante toda a noite, havia uma camada fina, gosmenta, de barro vermelho sobre a face direita da curva em questão. Por baixo dessa camada de barro, havia a construção original da pista, que se compunha de uma mistura não homogênea de brita e piche.
No momento em que o motorista pisou no freio, o ônibus reduziu, de súbito, a velocidade e fez um ligeiro atravessamento para o lado esquerdo da curva, o qual era acidentado por uma enorme barreira. O veículo transitava ladeira acima. Levava os trabalhadores de uma empresa. Eu era um deles. (Se o ônibus tivesse derrapado um pouco mais adiante, ai de nós!) O que impediu que o coletivo descesse barreira abaixo foi um pezinho de azeitona roxa que nascera, por acaso e para nossa sorte, na base principal da barreira.
Durante a colisão do veículo com o pezinho de azeitona roxa, os passageiros colidiram-se entre si e com as cadeiras. Eu colidi com o vidro dianteiro do coletivo. Contudo a colisão não foi grande. O motorista foi quem saiu do ônibus primeiro. Não sofreu um arranhão sequer. Nem ao menos quebrou os óculos fundo de garrafa.
Após saírem todos do veículo, um passageiro proferiu: “Cadê o motorista?” Outro: “É culpa dele!” E ainda outro: “Vamos dar um cacete nesse cara!” Enquanto isso, o motorista chegava ao acostamento da pista e girava qual um peru louco, comentando alternada e confusamente: “Foi o barro... Foi o barro... Foi o barro...”
Eu e os demais passageiros subíamos barreira acima, em direção ao acostamento da pista. Nem bem acabáramos de chegar ao acostamento, quando um amigo que subira a meu lado me alertou: “Tua perna está coberta de sangue. Não estás vendo?” Desmaiei de repente. Ao desmaiar, bati muito forte com a cabeça no chão. Foi um deus-nos-acuda. Meu amigo, para tentar fazer-me tornar, colocou-me de pé. Todavia, em vez de caminhar ao encontro do tornamento, eu caminhava ao encontro do apagamento total.
Quase morri, é verdade. E teria morrido, se não fosse um motorista-carreteiro que passava por ali. Ainda pude ouvir quando o homem gritou: “Deitem ele no chão!!! Deitem ele no chão!!!” O motorista-carreteiro parou rapidamente o veículo e foi ao meu ocasional encontro. Com maestria, o homem pôs as duas mãos sobre meu peito e o pressionou fortemente. Ainda me lembro muito bem de quando segurei os dois braços dele. Eu o sentia fazer pressão sobre meu peito, mas não conseguia enxergar nada.
Ouvia apenas os desvarios de alguns agourentos que se faziam presentes ali e assistiam murmurantes àquela cena. Ainda recordo o proferir de um deles: “Ele está morrendo...” Não, eu não estava morrendo. Aquele homem me salvava: pouco a pouco, fazia-me vir à tona (acordar outra vez para a vida). E finalmente pude, com toda a minha força, segurar-lhe os braços e abrir definitivamente os olhos.
O homem em questão era carrancudo (“muito sério”). E eu não tinha simpatia pelos carrancudos. Julgava negativa e precipitadamente os carrancudos. Mas hoje as coisas mudaram. A ação terna e misericordiosa daquele homem e o fato de fazer-me respirar outra vez fizeram com que minha concepção tomasse um rumo diferente e definitivo a esse respeito. Fizeram também com que eu ficasse definitivamente em débito com ele.
Eu fazia parte de uma coletividade de ingênuos que julgava equivocada e previamente as pessoas. Mas aquele homem me fez sair desse grupo. Devo a ele a permanência de meu fôlego de vida, e a Deus, a generosidade de fazê-lo passar por ali naquele exato momento. E sequer tive a oportunidade de agradecer-lhe. Antes que eu me levantasse, ele atravessou a pista, acelerou o carro e sumiu na neblina.

* Poeta, prosador, professor de Português e especialista em Letras. Autor de “Leitura e escritura na escola: ensino e aprendizagem”, Livro Rápido, 2013, entre outros.

Esta crônica foi publicada na Folha de Pernambuco, 14/05/2014, Opinião, p. 4


Estamos aguardando seu comentário 
e/ou perguntas ao autor sobre a criação literária.


7 de fevereiro de 2015

O CINQUENTENÁRIO DO POETA

BREVE ETERNIDADE

Meio século vencido
num piscar de olhos 
em breves demoramentos 
como se eternidade.

Rastos de poesia
restos de nostalgia
rotas estranhas
como viagem à lua
criando entulho
atalho ou trilha sonora
onde todo sonho flutua. 
                                                     (AG, fev/2015)

Em 2015, o poeta Admmauro Gommes completa 50 anos (7/fev). Para este ano, estão previstas várias atividades literárias envolvendo a obra deste escritor. Dentre elas, o lançamento de quatro livros inéditos.


ADMMAURO GOMMES é um escritor pernambucano (Brasil). Nasceu no município de Xexéu, Mata Sul do estado, aos 7 de fevereiro de 1965. Desde 1993 é professor de Teoria Literária da Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul (FAMASUL). Exerceu por quatro vezes o cargo de Secretário de Educação em Xexéu e por três a mesma pasta em Novo Lino (AL). Criou mais de trinta obras, das quais já foram publicadas vinte e três: 



A solidão foi embora (1987), Elegias matinais (1992), Luta dentro de mim (1998), Oito poetas pernambucanos (org- 1998), Poetas do ano 2000 (org - 2000), Pelos sete mares (2001), Brasil: primeiro século de história literária (org - 2001), Poemas do manancial de luz (2002), A literatura e o Brasil do século XVII (org - 2002), História do Xexéu (org - 2003), Poetas do Xexéu (org - 2004), Poetas da FAMASUL (org - 2004), Sonetos (2004), Joaquim de Xexéu (org - 2005), Para nunca mais dizer adeus (2006), A mulher da sombrinha e outras crônicas (2007), Estudos Literários e Sociolinguísticos - artigos em língua e literatura (2007), Intradução poética (2008), Sabores do Brasil (2009), Cinco poetas e um luar (org - 2009), O perfil do professor de literatura e as estratégias de produção textual (2011) e Síntese da Literatura Brasileira (2013)
e A estranha poesia de Vital Corrêa de Araújo (2013). Para 2015, estão previstos os lançamentos de:

1. Fernando Pessoa e o mar (poemas);
2. Néstogas e outros poemas;
3. Um livro de teoria literária, ainda sem título definido; e
4. Um livro de poemas, ainda sem título definido.


No início deste ano, o autor ultrapassou a marca de ter produzido mil e quatrocentos textos poéticos. Atualmente, reside em Palmares/PE (Brasil), cidade conhecida como a “Terra dos Poetas.” 



Mais depoimentos e comentários:




Um ensaio de RICARDO GUERRA

COLÓQUIO COM ADMMAURO GOMMES

Ricardo Guerra
Na minha formação acadêmica no Curso de Letras, na FAMASUL, conheci e tornei-me amigo de Ademauro Maurício Gomes, um professor de Teoria da Literatura que também é poeta – e, dos bons. Num conversatório particuloso com retalhos de sabenças e muito proveituroso para ambos, disse-lhe: - Douto Mestre, tomei a liberdade de tecer alguns comentários à sua obra.

Como o caro amigo bem sabe, a Literatura Brasiliana é variada em estilos e tendências. A abordagem da realidade do país se consolidou com o movimento modernista ocorrido em 1922, no estado de São Paulo. A chamada Semana de Arte Moderna Brasileira que tinha como uma das propostas "devorar" a cultura importada que impregnava todas as manifestações artísticas do país. Resumindo, os modernistas chutaram o balde das imposições europeia, no tocante a se produzir obras de arte, em todos os sentidos, como os artistas do Velho Mundo e este movimento se espalhou pela América Latina de forma magistral.

A Literatura Brasiliana contemporânea lega ao país uma obra densa e preocupada com os rumos da vida nacional, mas fiel ao temperamento e cultura do povo. Portanto, digno poeta e dileto amigo, por seu acervo, conteúdo e qualidade editorial, a Literatura Brasiliana tem lugar garantido entre as melhores do mundo. Dentro desse panorama pode-se incluir você, poeta e cronista, Ademauro Mauricio Gomes, ou como é conhecido no universo das artes, Admmauro Gommes (com o “m” dobrado); natural de Xexéu, quando lá nasceu em 7 de fevereiro de 1965, filho de Amaro Maurício Gomes e de Celina Severina da Conceição, casado com dona Azivane Ferreira Gomes com quem tem os filhos Ademac Allan Maurício Gommes, Poema Ferreira Gommes e Tércio Ferreira Gommes. Sei, digníssimo amigo, que o seu Curriculum Vitae Literário é extenso, por isso não vamos perder tempo.

Dê-me a honra de tecer alguns breves comentários a uma parte da sua obra: A SOLIDÃO FOI EMBORA (1987) Este é o seu o livro de estreia. Nele você reúne uma seleção retirada de 500 poemas, na época em que era estudante do curso de Letras da FAMASUL. Apresenta nesta obra ainda novas formas de expressão, versos vivíssimos e livre associação de imagens e conceitos, características presentes em toda a sua poética.

ELEGIAS MATINAIS (1992) Opúsculo visando mais a técnica que a emoção. Foi editado artesanalmente. Você mesmo poeta, digitou os textos, imprimiu-os e cortou o livro no formato, manualmente.

LUTA DENTRO DE MIM (1998) A luta caracteriza a guerra entre o espiritual e o terreno, fruto de experiência à luz do evangelho, quando passa a cultivar a poesia religiosa, mística. Destaque para o poema O Evangelho em Versos.

PELOS SETE MARES (2001), primeira reunião envolvendo poemas publicados. Os textos foram selecionados de sete livros. Destaque para o poema invertido e um artigo sobre a essência da poesia.

OITO POETAS PERNAMBUCANOS (1998), antologia organizada pelo dileto poeta reunindo autores pernambucanos ligados à FAMASUL.

POETAS DO ANO 2OOO (2000). Nesta obra, você reúne 32 poetas da Mata Sul Pernambucana e Norte das Alagoas.

BRASIL: PRIMEIRO SÉCULO DE HISTÓRIA LITERÁRIA (2001). É sua a organização e participação numa antologia do quinto período de Letras dos acadêmicos da FAMASUL, contemplando o conteúdo da Literatura Brasileira dos anos seiscentos.

A LITERATURA E O BRASIL DO SÉCULO XVII (2002). Nova antologia sobre a literatura, em que cada aluno da FAMASUL escreve uma página de nossa história literária.

POETAS DO XEXÉU (2002). Nesta obra, publicaste 22 poetas inéditos, residentes em Xexéu. Obra esta que foi traduzida para o espanhol pelo argentino Omar Aguilera.

POEMAS DO MANANCIAL DE LUZ (2002). Este teu livro foi divulgado antes da publicação no programa de mesmo nome, da Rádio Cultura dos Palmares, pelo apresentador Obadias Monteiro. Possui uma temática exclusivamente evangélica.

HISTÓRIA DO XEXÉU (2003). Juntamente com os escritores Bernardo Almeida e Marcos Gonçalves de Lima, tu Admmauro escreveste a História do Xexéu, de maneira simplificada, colhida diretamente "da boca do povo".

POETAS DA FAMASUL (2004). Antologia que revela o talento dos poetas da FAMASUL. Parte do livro foi composta em 35 minutos com os universitários do l.º período de Letras. A outra parte é com os professores.

SONETOS (2004) é o primeiro livro escrito, publicado 20 anos depois. São os poemas da mocidade, num estilo tradicional, contendo uma temática amorosa.

JOAQUIM DE XEXÉU (2005). Fizeste uma homenagem ao Pastor Joaquim Clementino de Paula, que atuou em Xexéu por 27 anos. O livro conta com a parceria de Antônio de Souza Júnior.

UM MAR DENTRO DOS OLHOS (1998). Ainda inédito, venceu o concurso de Poesias Ascenso Ferreira do Nordeste, em 1998, promovido pela Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, em Palmares.

A MULHER DA SOMBRINHA (2007). Desta feita, adentraste a uma seleção de crônicas regionalistas que retratam os diversos falares da região da Mata Meridional pernambucana. O caríssimo amigo ainda possui cinco livros prontos a serem publicados, incluindo temas de Teoria da Literatura, artigos, romances e poesias. Inegavelmente, és um poeta de formação modernista, não obstante, percorres com elegância e desenvoltura todos os caminhos e estilos poéticos das mais diversas escolas literárias, com a sua arte da palavra manifestada numa linguagem em que a sonoridade e o ritmo predominam sobre o conteúdo.

Essa linguagem poética consiste num desvio deliberado da forma da língua corrente que recorre à repetição de uma cadência rítmica, de sons, de rimas e de estruturas sintáticas. Teus livros de poemas procuram aproximar ainda mais a literatura do grande público, dentro de uma estrutura sintática e lexical de fácil compreensão, aliás, o que é uma característica peculiar na obra admmauriana; quando inicia seus textos com 50 poemas sentimentais, 25 sobre a Paz e 25 tratando da arte de escrever, cujo objetivo é o de despertar no jovem leitor o interesse pela arte poética. Tecer uma opinião abalizada sobre a tua obra poética é deveras gratificante, haja vista, a perfeição estética, consubstanciada e recheada da mais pura existência de erudição da Língua Camoniana, com versos transbordando de sentimentos, os mais diversos e profundos, fiando poemas que tocam na alma que, por sua vez transformam-se em poesia; como dizia Manuel Bandeira, "vendo o mundo com olhos de uma criança" (1997), todavia, sempre deixando no ar abstrato da sua poesia, aquele sentimento que somente ao poeta é dado sentir ao poemar e declamar os seus versos. Pois ninguém consegue penetrar no seu âmago, mesmo insistindo, por mais esforços que se faça ao se declamar através do poema as poesias intrínsecas e extrínsecas neles contidas, infrutíferas serão as assertivas para se chegar a sua essência. Isso somente o poeta pode fazê-lo.

O amigo deixa transparecer claramente num dos seus poemas, o que vem a ser verdadeiramente um poeta, quando poetando assim pensa: “Ser poeta/ é ter o pressentimento que as coisas podem mudar,/ que um dia vai melhorar,/ quem sabe, a qualquer momento. /É viver do seu invento/ como quem inventa cores,/ como quem vive de amores/ e tem a alma repleta,/ transforma dores em flores/ isso sim é ser poeta.”

Mas tu, como professor universitário, não te contentas apenas em poetar, queres mais. Como educador, defendes com harmonia e sabedoria a participação do poema em todas as disciplinas didático-pedagógicas, através da intertextualidade, quando apresenta um vocabulário com os termos mais utilizados na teoria literária, como rima, verso, soneto, poesia, poema etc. Com isso, destinas a obra a professores, estudantes e a todos os amantes da poesia, - pois se trata de um grande suporte didático-pedagógico -, quando afirmas: "Por todos os lados pode surgir a intertextualidade, pois ela acontece mesmo que um olhar pouco atento não perceba sua presença. Mas o professor habilidoso e ousado há de encontrar sempre um ponto de apoio nos textos fora de sua área, para viabilizar o trabalho pedagógico. Podem-se tomar vários contextos como base intertextual, partindo de propagandas comerciais, embalagens de produtos, letra de música e uma infinidade de elementos visuais para se relacionar com o conteúdo ensinado".

Em teu livro, A Mulher da Sombrinha e Outras Crônicas, o erudito poeta começa a adentrar ao fantástico mundo da crônica regional. A obra oferece ao leitor nordestino, e em particular ao pernambucano da Mata Meridional, uma literatura puramente regionalista. Destarte, fazendo ressurgir no cenário local o que de melhor já se teve num passado quase longínquo e que agora nessa obra, galopa pujante e saltitante, até mesmo brincante - o jeito de falar e transportar esse sotaque tão pernambucano, tão nosso, para as páginas de um livro. - Impossível de não ler em um só fôlego a obra.

É interessante perceber que, apesar do regionalismo ter um posto importantíssimo na formação da literatura brasileira, sua produção está quase toda ligada à prosa. Inúmeros poetas trataram da terra em suas obras, sempre colocando as características regionais e dando ênfase ao enredo através da linguagem regional. A abrangência dos linguajares existentes no Brasil faz com que se perceba a necessidade de um estudo aprofundado e minucioso dos mesmos, em razão das inúmeras dificuldades que estão ligadas à amplitude e à complexidade inerentes aos fenômenos referentes à língua.

Assim, a crônica admmauriana procura mostrar uma parte dessa diversidade do falar brasileiro engajado em nossa literatura, para que seja percebido o quanto a língua tem se mostrado importante e pode se adequar às necessidades de cada falante. Mantêm-se os significados preponderantemente semânticos usados tanto para definir as partes do discurso, quanto para identificar as categorias a que se chegou para melhor classificação dos recursos utilizados, através da abordagem de algumas particularidades na comunicação na literatura no Nordeste, que possui características bastante inerentes que a diferenciam de outras áreas do Brasil.

A Literatura Regionalista, intencionalmente ou não, traduz peculiaridades locais, expressando os traços do momento histórico e da realidade social; nela, o local é abordado com amplitude, podendo-se falar tanto de um regionalismo urbano quanto de um regionalismo rural. Traços que são marcantes no Nordeste. Na observação minuciosa das tuas crônicas, percebe-se que mesmo quando o dileto amigo realiza a Volta ao mundo, a faz com seu olhar vivaz de cronista sem sair da sua bucólica Xexéu, - ou melhor, dizendo, do seu Ninho de Xexéu - consequentemente com o seu peculiar linguajar pernambuquês, todavia, num português padrão. Como bem o sabemos, caro poeta, é a crônica, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornais. Estes, como se sabe, são veículos de informações diários e, portanto, veiculam textos efêmeros.

Um texto publicado no jornal de ontem dificilmente receberá atenção por parte dos leitores hoje. O mesmo tende a acontecer com a crônica. O fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições. Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se alimenta dos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica admmauriana situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.

A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, a tua crônica transmite ao leitor a tua visão de mundo, na verdade, caríssimo poeta, tu expões a tua forma pessoal de compreender os acontecimentos que te cercam. Geralmente, as crônicas apresentam linguagens simples, espontâneas, situadas entre a oralidade e a literatura. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.

Com a tua sapiência, amigo poeta, juntaste as vinte crônicas regionais e publicaste-as em livro, livrando-as do esquecimento dos leitores dos jornais. Numa homenagem humilde e singela ao diletíssimo poeta e cronista, tomei a liberdade de, brincando de poetar, apresentar um dos meus poemas, ainda inédito, baseado no conjunto de títulos que compõem a tua obra:

MADRIGAIS DE POETAS EM XEXÉU (1) Oito poetas pernambucanos Pelos sete mares navegaram, recitando lindos Sonetos chegaram para ouvir os Poetas do ano. De pronto A solidão foi embora, ficaram a ouvir lindas Elegias matinais, como gregos na ágora se instalaram, lá estavam os Poetas do Xexéu em belos madrigais.
A dedilhar seu alaúde, Joaquim de Xexéu os esperava cantarolando: Brasil: primeiro século de história literária, poemando prosaicamente acontecimentos de uma cidade libertária, recitava ainda, A literatura e o Brasil do século XVI, a estes juntaram-se mais três:

Ascenso com sua voz gutural, Admmauro a tocar clavicímbalo de forma magistral e Ricardo no trompete de forma natural, contaram e cantaram a História do Xexéu com altivez, com os Poemas do manancial de luz e Luta dentro de mim, lindas histórias sem fim dos Poetas da FAMASUL... mais de uma vez.
Agora já eram onze os Poetas Pernambucanos que não mais voltaram aos Sete Mares seus, lá... ficaram, Para nunca mais dizer adeus.

Como se pudéssemos concluir - o que se torna impossível - todavia, podemos analisar o conjunto da obra admmauriana, o que nos remete a fazê-lo em quase sua totalidade aos seus poemas, haja vista que, apenas A Mulher da Sombrinha trata de outro tipo de literatura - a crônica - portanto, o que um poeta pensa ou finge que pensa pode ser, ou não, poesia.

Em seus conhecidos versos, Fernando Pessoa não alude propriamente à poesia, mas sim à dor que o poeta deveras sente. Ou como se lê na esplêndida estrofe do autor: “Finge tão completamente / que chega a fingir que é dor / a dor que deveras sente”. Pois bem: se de fato a sente, essa dor, fingida ou não, é algo real, pelo menos enquanto dor, mas pode não ser poesia. Essa dor é, portanto, multitudinária, ou seja, de toda a humanidade. E se o poeta estiver autenticamente "antenado" na dor dessa humanidade, ainda que a finja sentir, sentindo-a, ela se torna concreta, transformando-se então na dor que o poeta "deveras sente".

Cumpre aqui entender que o mesmo fingimento dói no poeta, pois tudo nele sempre dói. E é através dessa dor, que se distende e aprofunda o conhecimento do mundo, desse mundo que é vontade e representação. Poderemos chamar de poeta apenas àqueles que escrevem poesias? Ser Poeta é aquele ser que escreve poesias, certo... Mas para um Ser Poeta, ser poeta de fato, é preciso que tenha a alma poetal. Encontrei uma frase, que expressa bem o que é SER POETA, escrita por um dos grandes mestres das letras, José de Alencar: "O cidadão é o poeta do direito e da justiça; o poeta é o cidadão do belo e da arte". Antes de tudo, ser poeta é um estado de espírito. Quem é poeta, o é internamente. Tem a poesia na alma.

Falamos "poeta", mas normalmente estamos nos referindo a todo aquele (ou aquela... aliás, o termo POETA, se aplica tanto "aos", como "as") que têm aquele dom natural para as artes escritas, seja em poesia, ou em prosa. Tudo depende do lirismo da alma de quem escreve.

Tu, Admmauro Gommes és poeta, e um poeta que navega com grande desenvoltura em todos os estilos, incluindo o Poema Quântico - uma forma de poetar hipermoderna - arrisco até afirmar que é futurista e que ainda vai dar muitos frutos, pois traz na alma esse sentimento místico. No primeiro poema, nesse novo estilo, tu poetando dizes:

QUANTA
Quanta           SAUDADE GUARDO NO PEITO quando vem
A teoria          DE UM SONHO SONHADO:       o desamor
Da incerteza   AGORA DESFEITO                      por alguém
E do possível QUANDO ACORDADO                surge a dor.

Respondendo ao teu poema, escrevo também este poeminha quântico:

POETIQUANTUM
Quântica,             CROMODINÂMICA                Quantum.
Quantidade,         CAMPO NEGRO,                     elétrons
Cósmica ideal,     FORÇA UNIVERSAL,             do bem e do mal.
Cabe ao homem  DE UM PENSAR INFINITO,   ter humildade
Ser racional.        FERRAMENTA MECÂNICA sem ser fatal.

"Quanto mais precisamente a posição [de uma partícula subatômica] é determinada, menos precisamente, no mesmo instante, seu momento [massa x velocidade] é conhecido, e vice-versa." Werner Heisenberg, 1927.

A frase acima é parte de um texto no qual o cientista alemão Werner Heisenberg (1901-1976) enuncia o célebre Princípio da Incerteza - concepção de enormes implicações para a ciência física. Um dos motivos para essa incerteza, ou indeterminação, está no tamanho minúsculo dos objetos observados - um elétron, por exemplo. Os próprios instrumentos utilizados para medir a posição ou a velocidade do elétron interferem no comportamento da partícula.

Pode-se observar, portanto, na estrutura de ambos os poemas quânticos diversas poesias nele contidas, ou seja, pode-se lê-lo sob vários ângulos, pois em todos eles irá se descobrir uma poesia. Fica ao inteiro critério do leitor. Sempre atento e ligado às novidades intelectuais, tu nobre amigo Admmauro, passas a fazer parte da intelectualidade regional da Mata Meridional Pernambucana e, assim como Ascenso Ferreira, já despontas em ascensão ao cenário nacional. Só espero e, rogo ao Grande Criador, que Ele te permita colher os frutos da tua obra ainda neste plano astral, conosco. 

Finalmentando, fica a minha admiração, meus respeitos ao caríssimo e dileto amigo, à sua obra e, os meus mais sinceros agradecimentos por teus ensinamentos.

Com amplexos fraternos, Da minha bucólica e aprazível Jaqueira, no Sobrado dos Guerra, em 8 de dezembro de 2014.

Ricardo Antônio Guerra da Silva

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(1) - Poema inspirado nos títulos da Obra do Poeta Xexeuense: Admmauro Gommes. Livros publicados por Admmauro Gomes: 1 – A Solidão foi embora; 2 – Elegias matinais; 3 – Luta dentro de mim; 4 – Pelos sete mares; 5 – Oito poetas pernambucanos (org.); 6 – Poetas do ano 2000 (org.); 7 – Brasil: primeiro século de história literária; 8 – A literatura e o Brasil do século XVI; 9 – História do Xexéu (org.); 10 – Poetas do Xexéu (org.); 11 Poemas do manancial da luz; 12 – Poetas da FAMASUL (org.); 13 – Sonetos; 14 – Joaquim de Xexéu (org.); 15 – Para nunca mais dizer adeus.