5 de outubro de 2013

SEMINÁRIOS DA FAMASUL - 2013


ESCRITA AUTOMÁTICA: 
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Durante os SEMINÁRIOS TEMÁTICOS (18/9/2013), o professor Admmauro Gommes (Letras) apresentou uma palestra sob o tema A ESCRITA AUTOMÁTICA. Ele utilizou o seguinte texto para debate:
"Uma das principais ideias trabalhadas pelos surrealistas é a da escrita automática, segundo a qual o impulso criativo artístico se dá através do fluxo de consciência despejado sobre a obra. 


Participaram com destaque: Flávia, Ismael, Sylvia, Osani, Rozineide e o professor Wilson Santos.
Escrita automática é escrever fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, pelo inconsciente na atividade criativa. (...) Os seus defensores afirmam que o processo permite que se aceda a um “eu” mais elevado; permite a obtenção de dados anteriormente inacessíveis da mente subconsciente (...)
Esta escrita consiste...
... em ter uma folha de papel, escrever tudo o que vem à cabeça, o mais rapidamente possível. Não parar para ler o que já se escreveu nem dar atenção ao respeito ou não que se está a ter pelas margens ou pelas normas de ortografia. Apenas se deve escrever, incessantemente, durante um determinado tempo ou até cansar. Caso algum bloqueio apareça, é escrevê-lo! O importante é não parar. No início a tendência é escrever coisas díspares, sem sentido (aparente), palavras ou frases soltas. Mas, com a prática, é possível escrever textos quase acabados, com abordagens originais, sinceras e criativas!"
Acesso: 18.9.2013

















HOMENAGEM A VINICIUS DE MORAES

Na Semana dos Seminários Temáticos, O curso de Letras apresentou um recital e discutiu a importância da poesia brasileira na atualidade (17.9.13). Admmauro Gommes recitou Vinicius de Moraes, Cícero Felipe apresentou um texto seu com predominância no lirismo, Paulo Katu declamou seus poemas em cordel e Vital Corrêa de Araújo falou da poesia neoposmoderna.

Admmauro Gommes, Cícero Felipe, Sandro e João Marcos e Paulo Katu
Estiveram presentes no Teatro Apolo, em Palmares, O Presidente da AEMASUL, Enoelino Filho, o Diretor da FAMASUL, Lourival, o chefe do Departamento de Letras, João Constantino e os professores Antonino Matias, Virgínia Celeste, Marian Eulália, Ideildo e Wilson Santos. Veja as fotos.









































































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18 comentários:

  1. A noite ontem foi maravilhosa esquero que dessa venha muitas !! " Um grande marco na historia da famasul"

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    1. Valeu, Gabriela.

      A nossa intenção é que hoje se possa avançar na discussão da escrita (automática).

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  2. Foi um grande prazer contar com a presença de Wilson Santos e Sylvia Beltrão participando da mesa de debates sobre o tema "A escrita Automática." Valiosa contribuição também foi a dos universitários, quando muitos se apropriaram da técnica e produziram textos já utilizando na prática a teoria passada durante a palestra.

    Valeu, gente. Um forte abraço!



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    1. Na verdade, meu prazer ultrapassou a grandeza. Usando meu fuzil preto e branco, fuzilando em uma escrita automática, consegui participar da "Escrita Automática". Assim mesmo: redundantemente terrorista e agradecida.
      Aquele abraço de Sylvia Beltrão.

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  3. Parabéns mestre das letras Admmauro Gommes. em breve estrei fazendo comentário sobre o tema. Muito instigante imagino. Posso identificar o entusiasmo e a empolgação dos alunos (as. Parabéns ao Departamento de Letras. Bem lotado o Teatro Apollo. que maravilha!

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  4. E COMECEI A TAL ESCRITA AUTOMÁTICA – Sylvia Beltrão

    Andei refletindo quanto à palestra de ontem. Em muito ela me engrandeceu, só tenho néstogas para definir. Pensei em escrever algo muito bem elaborado, fazer um artigo científico, mas lembrei que no último que fiz perdi o pré-molar, fiquei com medo de neste outro perder o incisivo e o meu superego disse: “esqueça! O momento não é para nada muito bem elaborado, nem tampouco para artigo científico, o enfoque é o automático”. Então como meu superego condenou, eu não tive escolhas. Vamos para a escrita automática:

    Mas o que falar sobre a escrita automática? Esta foi a minha indagação íntima. Então pensei: isso será amplamente abordado por todos que participaram da palestra. Para não “chover no molhado” (imitando Admmauro), resolvi fazer uma revelação ditada pelo meu id que meu ego por sua vez não controlou e meu superego libertou. Vamos lá?!

    Minha escrita automática já havia sido feita, e já foi enviada para Admmauro também. Explicarei detalhadamente que texto foi esse e como utilizei esta técnica tão abordada na palestra “Técnicas para a escrita automática”. Observe os fatos:

    Eu sou extremista em tudo! Comigo é ou não é, foi ou não foi, não gosto de “se”, nem de “talvez” porque são improváveis demais, gosto da certeza, do “quando”, do momento em si. Exijo liberdade de escolha, então como a minha foi tirada ao receber a ficha de inscrição para os cursos que seriam ministrados na faculdade, e o curso que eu queria fazer já estava além de esgotado, simplesmente saí da sala com a ficha na mão, com a seguinte justificativa para o professor: “Não assistirei sua aula, não estou em condições”. Eu estava arrasada! Aquilo foi para mim uma injustiça sem tamanho. Saindo com a ficha na mão, acredito que certamente pensaram que eu estava indo ao Departamento de Letras fazer a inscrição para o meu “desejado curso”. Mas este não foi o meu destino, eu simplesmente peguei a ficha, rasguei e joguei no grande cesto azul de lixo que tem próximo à minha sala.

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  5. E COMECEI A TAL ESCRITA AUTOMÁTICA (Continuação) – Sylvia Beltrão

    Aquela raiva me consumia, eu precisava daquele “curso esgotado”. A ira aumentou quando eu fui estagiar em uma escola municipal, em uma turma do 6º ano e vi uma realidade que não queria para mim. Pensava durante o estágio: “Meu Deus, não quero ser professora de alunos tão rebeldes, me livra disso! Quero trabalhar com as palavras, preciso do curso de Admmauro, permita, por favor!”

    Cheguei em casa, fui ler “Pelos 7 Mares” para ver se a raiva passava, não sigo ordens para ler poemas, fiz como geralmente faço com a Bíblia, abri sem escolher páginas e dei de frente com o “Caçador de Palavras” que ajudou a elevar a minha indignação nessas palavras:

    “O escritor
    com fuzil azul na mão
    mata as palavras.
    Muda seu significado.
    Tira a cabeça de uma
    e juntando com as outras
    forma um bicho-de-sete-cabeças”.

    Isso foi perturbador! As palavras de Admmauro em seu poema, diziam o que eu queria para mim como profissional, eu queria fuzilar, ressuscitar e criar meus bichos-de-sete-cabeças utilizando as palavras. Deixei o livro pra lá, não tinha mais cabeça para ler porque lembrei do “curso esgotado”. Corri para a música, geralmente meus terapeutas musicais são Caetano e Lulu Santos, mas eu fui assistir um DVD de Ana Carolina. Escutei algumas músicas dela, a raiva foi passando um pouco, até que Ana resolveu cantar “É Mágoa”. Sinceramente, me vi cantando aquela música no lugar da cantora. A expressão de Ana, seu olhar, sua indignação, seu desespero, foram para mim surpreendentes. O vídeo da música tocou minha alma, Ana canta essa música expressando realmente uma mágoa muito grande e depois uma raiva arrebatadora quando diz “minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro”. Ela cantou o que eu estava sentindo, como se tivesse lido meu pensamento. Depois, a letra da música de Ana, relata que ela tinha três pedras na mão e saiu jogando algumas dessas pedras para atingir alguém. Eu estava nessa situação, tinha pedras e queria atingir. Mas lembrei de Maria Madalena e meu superego novamente me condenou.

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  6. E COMECEI A TAL ESCRITA AUTOMÁTICA (Parte final) – Sylvia Beltrão

    Sim... a ficha, a injustiça, a raiva, o poema, a canção, mas aonde está mesmo a escrita automática? Depois de toda essa mistura, peguei o “fuzil preto e branco” do meu teclado e comecei a tal escrita automática. Joguei o que saía do meu id, da indignação e comecei a fuzilar automaticamente. Com certeza eu iria revisar meu desabafo depois de pronto, mas não pude, sabe por quê? Assim que eu terminei de escrever, bateram em minha porta, era o rapaz que eu tinha chamado para restaurar a minha mesa e eu tinha que dizer exatamente para ele como eu queria seu serviço. Eu precisava estar perto, observando, eu queria que a minha mesa ficasse o mais próximo possível do que era. Tenho certeza que Deus mandou aquele homem como anjo, a mesa ficou quase idêntica quando havia sido restaurada pelo meu tio. Naquele momento, eu tinha duas opções: ou eu deixava o rapaz fazer o que quisesse com a minha mesa, ou eu revisava a minha escrita automática.

    Optei pela mesa, porque eu sabia que mesmo com erros de concordância, vírgulas mal posicionadas e alguns ids que certamente o meu superego apagariam do meu texto, Admmauro entenderia minha mensagem. Não me importei se no meu texto eu havia escrito 60 ou 30 x 2. O meu objetivo era ser entendida e não corrigida. Então eu cliquei em “enviar mensagem” e... foi-se!

    Sintetizando automaticamente, por todas estas razões citadas pelo meu id, entenda que não preciso fazer um texto sobre escrita automática, pois este não lhe devo, já tens esse meu automático escrito e por tal razão o considere. E “chovendo no molhado” (porque já o conheces bem) ele é intitulado por: “Como foi isso mesmo?????????”

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  7. A escrita automática “resulta da inspiração do momento, sem preparação prévia nem esquema de trabalho previsto, e que se assume ser imediata, espontânea e incontrolada. Tanto pode aplicar-se a expressão ao tipo de discurso produzido por indivíduos em estado de alucinação ou sob hipnose como para um certo tipo de escrita desconcertada que dadaístas e surrealistas praticaram. O teórico do surrealismo André Breton ajudou a divulgar este tipo de escrita a que chamou “pensamento falado”, entendendo-se este registro como a tentativa de pôr por escrito pensamentos não controlados pela lógica ou pela razão. O objetivo, como em qualquer vanguarda literária, era o de demolir as convenções da escrita tradicional. “

    Disponível: http://www.edtl.com.pt/?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=1015&Itemid=2 (18.9.2013)

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  8. No caso de nossa palestra, procurei modificar o sentido de que ela acontece “sem preparação prévia nem esquema de trabalho previsto, e que se assume ser imediata, espontânea e incontrolada.”

    Para dar um feito acadêmico, aproveitei a técnica da velocidade mas dando um certo controle ao que se produz. De início, mais espontânea, ditada pelo Id, depois buscando arrumar as ideias com o apoio do Superego (temas debatidos no evento). Estamos esperando os textos que comprovem tal sugestão de escrita. Sylvia já faz isso muito bem!

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  9. Regina Beatriz Da Silva19 de setembro de 2013 16:44

    Quero agradecer ao criador,por ter mim proporcionado estar em mais uma noite brilhante em sua palestra Professor Ademmauro. Aprendi muitas coisas,mais que pena que minha mente estava bloqueada para produzir aquilo que eu sentia naquele momento. A minha admiração era muito grande pelas pessoas corajosas que ali falaram,e principalmente pelo senhor,que nos inspira e dividi essa sua sabedoria brilhante e admirada por muitos. quero lhe parabenizar e dizer sem temer: "o senhor é um mestre". E para não só ficar em minhas palavras;achei essa frase parecida com o senhor:
    O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.
    (William Arthur Ward)
    Parabéns meu mestre!!!
    4° Período

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    1. Agradeço sua participação, Regina.

      É muito bom ter alguém que interaja com o conhecimento como vocês fizeram na sala e estão fazendo aqui no blog. Isso nos enriquece.

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  10. Queria viajar para um lugar que tenha mar, o mar me faz bem. O ambiente praia me acalma, me lembra o Criador, Deus! E viajar à noite de ônibus, acolchoado com a janela aberta.

    Não foi por acaso que me veio à mente a vontade de viajar de ônibus, para o ambiente praia. E queria ir com uma pessoa, ela é o motivo de minha tristeza mas também é minha felicidade. Você é meu chão, que às vezes me faz tropeçar mas é quem me “sustenta”. Saudade, falta, tristeza, chão, amor, distância, palavras que me vem a minha mente. Admiração também é o que eu to sentindo pelo palestrante, ele é o singular, espetacular, ele é completo. Me deixa perplexo. Foi o melhor, tá sendo muito boa essa noite aqui na faculdade, que pra mim tem sido muito difícil pra vir às aulas porque tenho outras vontades, mas há um sentimento em mim que diz que tenho que terminar esse curso, mas deixa pra lá... Não vou desistir porque sei que tenho que terminá-lo, porque sinto que tenho.

    Mas já vou terminar minha escrita automática com uma mensagem que acabei de receber no celular dizendo que sou especial e me sinto especial por vários motivos: por estar aqui, por estar recebendo uma mensagem e confirmar que sou especial. Obrigada, Senhor, por me criar e me fazer especial. Ter professor, ter um amor, ter amigos, ter irmãos, ter mais e ter um lar, ter uma igreja também. E o querer de ir para o céu. Minha mão tá doendo... O triste de sentir tristeza... É o que tem dentro do meu ser.

    Saudade, distância e o tempo que me afasta... Necessidade de se comunicar, de se expressar. É o que tenho, mas não tenho com quem ou não quero com alguém falar, expressar. Porque esse é o meu ego, essa e minha personalidade. Mas ora tenho a necessidade e do querer de falar com alguém, mas o meu ego nega, pois é silencioso. Aí vem o superego que é o que me impede, mas queria falar tudo o que tô sentindo e tô aqui no seminário temático da faculdade, com o professor Ademauro sobre Escrita Automática, Eu amo escrever!

    Estou dividida em meus pensamentos. Em 3 aspectos; se escrevo, se penso em minha tristeza ou se presto e foco minha atenção na palestra. Mas o que tá mais gritando dentro de mim é a minha alma, é meu espírito ferido. Mas essa divisão tá boa, ora rio, ora penso, ora olho para o professor.
    Queria viajar para um lugar que tenha mar, o mar me faz bem. O ambiente praia me acalma, me lembra o Criador, Deus! E viajar à noite de ônibus, acolchoado com a janela aberta. “As coisas não surgem por acaso”. (Ademmauro)

    FLÁVIA ESTÉFHANE DE ALMEIDA (Letras/FAMASUL – 2013.2)


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    1. Flávia:

      O seu texto foi deveras emocionante. E verdadeiro!
      Conversando com a professora Lourdes Melo (FAMASUL), ela disse que isso é um processo chamado catarse, "uma espécie de liberação de emoções ou tensões reprimidas."

      Tá vendo?! As letras servem pra muita coisa!

      Parabéns por acreditar na transformação através do conhecimento científico.

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  11. Flávia Almeida

    Foi sim professor, foi "uma espécie de libertação de emoções" mesmo.[...] foi o dia mais marcante que tive na faculdade - ora ri, ora chorei me emocionei...
    O senhor é um professor de marcas. E que vou levar pra sempre como O professor. Obrigada por me proporcionar momentos assim.
    Que venham mais.
    Abraço!!! Nota 10!

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  12. Ericka Almeida


    Flavinha minha maninha lindo esse texto,parabéns continue assim sempre envolvida,e verdadeira em tudo que você faz.AMO D+++ VOCÊ!!!!!
    PARABÉNS LINDAAAAAAA...

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  13. A palestra foi de qrande importância para os participantes pois foi exposto vários aspectos que nos ajudara durante nossa vida acadêmica a desenvolver textos. A forma dinâmica como foi abordado o tema a escrita automática me ajudou muito, obrigado por nos mostrar outras formas para desenvolver nosso conhecimento.

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