BRASILEIRA II


FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA MATA SUL - FAMASUL


PLANO DE ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA II


FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA MATA SUL – FAMASUL
AUTARQUIA EDUCACIONAL DA MATA SUL – AEMASUL
BR 101 sul – km 186 Engenho São Manoel, s/n – 55540-000 – Palmares – PE
Fone: 0xx-81-3661-1755 – www.famasul.edu.br

PLANO DE ENSINO


I – IDENTIFICAÇÃO:


CURSO: Licenciatura Plena em Letras
DISCIPLINA: Literatura Brasileira II
PRÉ-REQUISITO: Literatura Brasileira I
DEPARTAMENTO: Letras
PROFESSOR RESPONSÁVEL: Ademauro Maurício Gomes
Ano: 2018
Semestre Letivo:  (    ) Primeiro    ( X  ) Segundo
Total de Créditos: 4
Carga Horária: 60 h/a  




II – EMENTA: Estudo de estilo do Romantismo, Realismo, Naturalismo e Parnasianismo observando o processo histórico-econômico-cultural do Brasil.


III – OBJETIVOS
Geral: Analisar os movimentos literários do século XIX, no Brasil.
Específicos: Reconhecer e posicionar-se criticamente a respeito do Romantismo, Realismo, Naturalismo e Parnasianismo observando o processo histórico-econômico-cultural do Brasil.



IV – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
                                                                               
4.1.  ROMANTISMO: Conceito, origens e irradiações. Características gerais. Causas do Romantismo
4.1.2. O Sentimento nativista, O Manifesto de Magalhães, Geração Romântica e seus representantes
4.1.3. As formas poéticas do Romantismo: o lírico e o narrativo (conto e romance)
4.1.4. Os principais autores e obras do Romantismo.
4.1.5. Poema: Gonçalves Dias, Castro Alves, Fagundes Varela e Álvares de Azevedo
4.1.6. Prosa: Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, Visconde de Taunay
4.1.7. O Teatro no Brasil: Importância Histórica
4.1.8. Análise e Crítica ao movimento romântico

4.2. REALISMO: Conceito, origem, contexto sócio-político, influências políticas e filosóficas, autores e obras principais. A obra de Machado de Assis.

4.3. NATURALISMO: Conceito, origem, influências, autores e obras principais: Aluísio Azevedo e Raul Pompeia.

4.4. PARNASIANISMO: Conceito, origem, influências, autores e obras principais: Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira.
  


V – MÉTODOS DIDÁTICOS DE ENSINO

( X ) Aula Expositiva
(    ) Seminário
( X ) Leitura Dirigida
( X ) Demonstração (prática realizada pelo Professor)
( X ) Laboratório (prática realizada pelo aluno)
(    ) Trabalho de Campo
(    ) Execução de Pesquisa
(    ) Trabalho de Conclusão de Curso/Monografia




VI – CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Atividades realizadas em sala de aula, individual e em grupo, levando-se em conta a correta argumentação, domínio de conceitos, vocabulário específico e uso adequado da língua culta.

Leitura orientada: 20 horas (Machado de Assis, Aluísio Azevedo e Castro Alves)

Participação de forma interativa.



VII – REFERÊNCIAS

AMORA, Antonio Soares. História da Literatura Brasileira. São Paulo: Saraiva,1977.
BASTOS, Alcmeno. Poesia Brasileira e estilos de Época. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2004
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix,1999.
COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
GOMMES, Admmauro. Síntese da literatura Brasileira. Recife: Ideia Empreendimentos, 2013.
PASSONI, Célia A. N. Romantismo no Brasil. São Paulo: Núcleo, 1993.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALENCAR, José Martiniano de. Senhora. Porto Alegre: L&PM, 1999.
_____________ . Iracema. São Paulo: Ática, 1992.
ALVES, Castro. Canto da Esperança. Seleção, introdução e notas de Hildon Rocha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Núcleo, 1995.
_____________________. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Porto Alegre: L&PM, 1999.
AZEVEDO, Manuel Antonio Álvares de. Noite na taverna. Porto Alegre: L&PM, 1999.
DIAS, Gonçalves. Poesias Completas. Rio de Janeiro: Científica, 1965.
MACEDO, Joaquim Manuel de. A Moreninha. São Paulo: Ática, 1995.
TAUNAY, Visconde D’Escrangnole de. Inocência. Porto Alegre: L&PM, 1999.


     



LITERATURA INDIANISTA


Literatura Indianista é a corrente literária que aborda os problemas dos indígenas americanos. Suas origens podem remontar a cronistas como Bartolomé de las Casas, que condenou os desmandos dos conquistadores.



No Peru, a narrativa indianista conta com obras como Aves sem ninho (1889), de Clorinda Matto de Turner. Na Bolívia, o destaque é Mas é Raza de bronze (1919), de Alcides Arguedas. A influência do pensador peruano José Carlos Mariátegui permitiu que o problema se relacionasse, mais tarde, com a propriedade da terra. O equatoriano Jorge Icaza aproveitou-se desta linha no romance Huasipungo (1934). O mundo é grande e distante (1941), do peruano Ciro Alegría, antecipa a visão positiva da cultura indígena que, posteriormente, iria ser a marca da obra do seu compatriota José María Arguedas. Esta tendência literária denomina-se neo-indianismo.



No México, a narrativa indianista esteve condicionada pela Revolução Mexicana. Seus primeiros representantes foram Gregório López e Fuentes (1897-1966) com El indio (1935) e Maurício Magdaleno (1906-1986) com El resplandor (1937). Também merecem registro os romances Balún Canán (1957) e Ofício de tinieblas (1962), de Rosario Castellanos. 



2. INDIANISMO NO BRASIL 



O movimento indianista brasileiro nasceu em meados do século XIX, sob a forma de um nacionalismo que buscava sua identidade, e encontrou no índio, primeiro habitante das terras, seu melhor representante. O indianismo do Brasil marca, também, o momento de fixação de uma língua literária com características brasileiras, uma vez que um dos postulados do movimento era se afastar das normas gramaticais do português escrito em Portugal. Apesar de nacionalista, este movimento encontrou seus modelos no “bom selvagem” de Jean-Jacques Rousseau, no livro O espírito do cristianismo, de Chateaubriand, e no norte-americano James Fenimore Cooper, autor de O último dos moicanos. Com estas fontes, os literatos brasileiros criaram e mitificaram a figura do índio valente, nobre, leal e capaz de compreender e respeitar a natureza.


José Gonçalves de Magalhães, autor do poema “Confederação dos tamoios” (1856), é considerado o pai do indianismo brasileiro, apesar de, em 1769, José Basílio da Gama ter anunciado o movimento com o poema “O Uraguai”. Gonçalves Dias, o mais importante nome do indianismo brasileiro, escreveu I-Juca-pirama e Os timbiras, em tom de ufanismo e orgulho, por se sentir pertencente à uma raça única e generosa. José de Alencar suavizou as dramáticas relações entre os índios e os brancos e exaltou a importância do índio na formação da cultura brasileira. Principalmente no romance O Guarani (1857), fez desaparecer as hostilidades que, desde o início da colonização, permeavam as relações entre colonizadores e colonizados e tornou ambos, brancos e índios, personagens cordiais e amigos.
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